terça-feira, 7 de novembro de 2017

A Purificação do Templo

A Purificação do Templo
Texto: JOÃO 2. 13-25  
E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
14 E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
15 E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;
16 E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda.
17 E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.
18 Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto?
19 Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
20 Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
21 Mas ele falava do templo do seu corpo.
22 Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.
23 E, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome.
24 Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia;
25 E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem.


INTRODUÇÃO
Este texto da Palavra de Deus nos mostra a purificação do templo.
Naqueles dias, Deus habitava num templo lá em Jerusalém, todavia, nessa dispensação, a qual chamamos de dispensação da graça, Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.
Nesse caso, para que possamos compreender esse texto, precisamos entende- lo de forma alegórica.
A Bíblia diz que nós somos o templo de Deus hoje e que nós devemos ser purificados das coisas que pertencem a esse mundo.

1-                O templo de Deus somos nós
Este trecho da Palavra mostra que a casa de Deus necessita de purificação porque Satanás, o inimigo de Deus, está sempre tentando contaminar o templo, que somos nós. Ele tenta sujá-lo com muitas coisas pecaminosas.
Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?
1 Coríntios 3:16
2-                O templo deve ser purificado vv. 13-17. E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;
E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda.
E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.
João 2:13-17
É interessante porque o Senhor usa para nos purificar duas coisas:
A)              O sangue;
B)               E a disciplina
O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado, mas a disciplina de Deus remove aquilo que nos impede de crescer diante dEle.
O Senhor usou um chicote de cordas feito de junco para purificar o templo. Isso nos mostra que Ele usa da disciplina, além do sangue Seu próprio sangue, para nos purificar.

Sabe irmãos, nós como casa de Deus, deveriamos estar cheios dEle, todavia, muitos de nós temos nos deixado encher de muitas outras coisas como:
- negócios errados
- dinheiro e mesas de cambistas.
- estamos cheios de invejas e ciumes;
- cobiças e etc.
Mas o Senhor não permitira que a sua casa que somos nós continue assim.
Ele vai achar uma maneira de nos purificar.
E muitas vezes a meneira dele fazer isso é atraves de situações comuns do dia a dia.
- As vezes ele usa alguma pessoa comum para tratar conosco.
- frequentemente ele vai usar a esposa ou o marido, os pais ou os filhos, o patrão ou empregado.
Ex. Ele usou minha filha Yasmin.
Mas independente de que forma seja, ou de quem seja que ele use, ele vai usar uma situação para levar você de volta ao padrão dele.
- algumas vezes, Jesus interfere em nossas vidas deixando as coisas de cabeça para baixo.
-ele vai expulsar os bois, as ovelhas e pombas;
- ele vai derrubar as mesas, causando todo tipo de confusão em toda situação.
- ah, Pastor! Mas Jesus faz isso?
- Sim!
- Ele é muito paciente conosco, mas se em algum momento Ele como Pai amoroso que é, perceber que nós como filhinhos amados Dele estamos sujando e bagunçando a Sua habitação. Ele vai nos disciplinar sim!
E sabe por que Ele faz isso?
A)              A biblia diz que Ele nos disciplina porque nos ama.
- Quando o homem ama, ele geralmente costuma ser complacente, mas quando Deus ama, Ele disciplina.
- Quando o homem ama, ele costuma ser negligente ao amar, mas quando Deus ama, Ele é serio e zeloso.
Porque o Senhor corrige o que ama,E açoita a qualquer que recebe por filho.
Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?
Hebreus 12:6,7
B)               A disciplina de Deus em nossa vida é para purificação
O templo às vezes fica sujo, portanto, necessita ser limpo.
 Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. (Jo 15. 2)
Quando Deus nos disciplina Ele o faz para retirar de nós todos os galhos superfluos que nos impedem de produzir frutos.
c) A disciplina é tambem para santificação
O verso 17 diz: “Lembraram-se os Seus díscipulos de que está escrito: O zelo da Tua casa Me consumirá”.
1.     Zelo significa grande cuidado e preocupação
que se dedica a alguém ou algo.

Em outras Palavras sabe o que isso significa?

Significa que ele tem tanto cuidado e dedicação por nós, que Ele se dedica tanto em amor por cada um de nós.

E que esse amor o consome tanto por cada um de nós que Ele preza pela santidade Dele em nossa vidas.

Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
Hebreus 12:10
Preste atenção
O zelo de Jesus pelo templo é pela sua santidade.
Talvez a venda de animais e o câmbio não fossem pecaminosos, mas ofendiam a santidade e o zelo de Deus.
Aquilo que é de Deus precisa ser separado para Ele e ser completamente dEle, isso é santidade.
Santidade é ter o coração inteiro em Deus e separado das coisas deste mundo.
3-                O templo de Deus é a Igreja- vv. 18-22 Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto?
Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
Mas ele falava do templo do seu corpo.
Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.
João 2:18-22
O corpo que o inimigo destruiu na cruz era meramente o corpo de Jesus, mas o que foi levantado pelo Senhor em ressurreição foi não somente Seu proprio corpo, mas também todos os que estão unidos a Ele pela fé.
E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
Efésios 2:6

No verso 19 do capitulo 2 Jesus respondeu: “...destruí este santuario, e em três dias o reconstruirei”.
Os três dias apontam para a ressurreição.
Isso indica que o inimigo pode atacar a Igreja, que é a casa de Deus, porém o Senhor a restaurará pela ressurreição.
Depois de o inimigo causar estragos, o Senhor virá e colocará a Sua vida dentro dela e re-contruirá um edificio numa escala muito maior.
Quanto mais o inimigo tenta destruir a igreja, mais proporciona ao Senhor a oportunidade de realizar algo maior.
Tudo o que Jesus faz está sempre relacionado com a ressurreição.
O Senhor edificar o templo “em três dias” significa que Ele o edifica pela ressurreição, ou seja, na igreja não pode existir morte alguma.
A tranformação da água em vinho aponta para o principio segundo o qual a igreja é edificada: A transformação da morte em vida.
É pela unção e pela vida do Espirito que a igreja é edificada.
4-                Nos versiculos 23- 25 nós podemos perceber que nem todos estão sendo edificados no corpo.
E, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome.
Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia;
E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem.


Uma vez que compreendemos que a igreja é edificada pelo principio da ressurreição e da disciplina que purifica, veremos agora quem são aqueles aptos para participar dessa edificação.
Nesses versos que acabamos de ler há uma advertência muito séria. Havia certos tipos de pessoas às quais Jesus não se confiava.
Prente antenção
Confiar no Senhor nos garante a salvação, mas ter a confiança do é que nos dará uma posição no reino.
Conhecer o Senhor é uma questão de ser salvo, mas ser conhecido por Ele é uma questão do reino.
Tais pessoas até que criam no Senhor, mas o Senhor não cria nelas.
Uma coisa é confiarmos no Senhor, outra coisa bem diferente é Ele confiar em nós.
Somente aqueles a aquem o Senhor confia podem participar da obra de Deus na igreja.
Nos versos 23 e 24 o Senhor disse que muitos creram nEle, mas Ele não se confiava a eles. Apesar de terem crido no Senhor,não estavam aptos para a intimidade com Ele.
Três tipos de pessoas seguiram a Jesus durante o Seu ministério:
A multidão, os seguidores ocasionais e os discipulos.
1. A multidão
O primeiro nível de relacionamento que Jesus teve foi com a multidão (Jo 6.2).
“Seguia-o numerosa multidão por que tinham visto os sinais que Ele fazia na cura dos enfermos”
A multidão seguia Jesus apenas pelos sinas que Ele fazia. A multidão quer apenas as suas bênçãos.
O relacionamento que a liderança tem com essas pessoas é um relacionamento de massa, impessoal e distante; um relacionamento de multidão.
Esse relacionamento é com irmãos que não têm visão clara de nada: da vida cristã, dos princípios de vitória, do andar no espírito etc.
Todas as áreas de sua vida são mais ou menos nebulosas. Vivem em altos e baixos em sua vida cristã.
O que leva alguém a ser multidão?
- Decepção com estruturas e líderes
- Relações frustrantes, escândalos, feridas profundas e decepção com as estruturas da igreja produzem irmãos descrentes de tudo e de todos.
-Apenas seguem adiante, sem nenhum compromisso com o Corpo.
Infelizmente tais pessoas não percebem que a desilusão é o começo do crescimento.
Medo de serem conhecidas
O temor de serem rejeitadas, decepcionadas, exploradas ou manipuladas leva as pessoas a fugirem do compromisso do discipulado.
 Todavia isso não é uma justificativa para ficarmos à parte do mover de Deus e da vida da Igreja.

Ignorância do melhor de Deus

Alguns acham que a vida espiritual miserável em que vivem é o único modelo de vida com Deus, que seus problemas são apenas seus e que ninguém os ajudaria ou entenderia.

Participação em "obras mortas"

Existem igrejas que produzem
crentes da multidão porque não possuem um fluir do Espírito e da Palavra que o confronte e o traga à intimidade com Deus.
São igrejas-berçário que se contentam em fazer programação para entreter os irmãos em vez de desafiá-los a uma vida profunda.
Falta de compromisso
Há pessoas que sabem o que Deus quer, convivem com pessoas de visão, no entanto, optam por uma vida descompromissada.
Características da multidão
• Relacionamento distante e impessoal;
• Diálogos sempre muito superficiais, conversas frívolas e fúteis;
• Fraca resposta ao desafio da Palavra de Deus;
• Não aceitam ser cobrados ou confrontados em sua conduta;
• Não se deixam tratar por ninguém;
• Possuem motivação desconhecida, portanto não são confiáveis para qualquer obra ou posição de responsabilidade e liderança;
• O nível de crescimento é baixo;
• São totalmente independentes;
• São infantis, confusos, religiosos e materialistas;
• Nada herdam espiritualmente de seus líderes;
• Fogem de tomar a cruz, pois não toleram o desprazer;
• Possuem uma vida egocêntrica;
• Vivem de aparência.
2. Os seguidores ocasionais
O segundo nível de relacionamento de Jesus foi com aquelas pessoas que o procuravam para serem aconselhadas.

Os seguidores ocasionais sempre têm alguma ou todas estas características:
• São religiosos e legalistas, alimentam-se da Palavra, mas com uma ótica religiosa e mística;
• São festivos, chegam, marcam presença, dão boas sugestões, estão nos jejuns, mostram-se intensos e desaparecem até a próxima temporada de fogo;
• São místicos, se conduzem com base no fervilhar de sonhos, profecias, visões e fábulas;
• São mornos. Deixam-se tratar apenas superficialmente quando há pressões ou alguma dificuldade.
• Possuem um relacionamento frequente, mas superficial;
• Os diálogos são abrangentes, mas não permitem o tratamento do caráter;
• Possuem uma resposta superficial e até religiosa à Palavra;
• Estabelecem ligações por conveniência com a liderança;
• Fogem de cobrança e de confrontação;
• Vivem estagnadas na apatia espiritual;
• São fiéis às programações, normas e preceitos da estrutura religiosa, mas não se deixam tratar pela cruz;
• Nada herdam espiritualmente;
• Suas opiniões próprias são muito fortes e por isso são fechados para aprender com outros.
3. Jesus e os discípulos
O terceiro nível de relacionamento que Jesus construiu foi com seus discípulos.
Neste nível, a proximidade é total, a intimidade e a liberdade com as quais se expressam pensamentos e sentimentos são completas; o compromisso e a renúncia também são totais.
As motivações dos discípulos e o potencial de resposta de cada um são intimamente conhecidos e sobre essas bases os desafios são realizados.
O discipulado nos fala da aceitação do preço da Cruz.
Precisamos entender com clareza isto: discipulado são vínculos formados em Deus, vínculos que implicam em decisão, custos a serem pagos e um objetivo a ser cumprido.
Características do discípulo
• Possui intimidade e transparência para com o seu discipulador;
• Responde de forma completa à Palavra de Deus;
• É submisso;
• Manifesta um crescimento constante e desobstruído;
• É aberto e maleável o suficiente para se deixar tratar;
• Suas motivações são conhecidas;
• É dependente de Deus;
• Possui uma vida de vitória;
• Ao final do processo alcança um ministério reconhecido;
• Possui clareza dos princípios da Palavra de Deus.
Conclusão

Deus certamente criará circunstancia de correção de disciplina, que pelo mover do Espírito vão gerar um crescer de fé em fé de glória em glória

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