LIVRO DE ISAÍAS - 25


(25) ISAÍAS / CAPÍTULO 7

Um pouco sobre a Síria, em nossos dias

A guerra na Síria
Um levante pacífico contra o presidente da Síria, que teve início há sete anos, transformou-se em uma guerra civil que já deixou mais de 350 mil mortos, devastou cidades e envolveu outros países. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) calcula que mais de 5 milhões já deixaram o país. Entenda a seguir a origem desse conflito e suas consequências até agora.

Como a guerra começou?
Mesmo antes do conflito começar, muitos sírios reclamavam dos altos índices de desemprego, corrupção e falta de liberdade política sob o presidente Bashar al-Assad, que sucedeu seu pai, Hafez, após sua morte, em 2000. Em março de 2011, protestos pró-democracia eclodiram na cidade de Deraa, ao sul do país, inspirados pelos levantes da Primavera Árabe em países vizinhos.

Quando o governo empregou força letal contra dissidentes, houve manifestações em todo o país exigindo a renúncia do presidente. O clima de revolta se espalhou, e a repressão se intensificou. Apoiadores da oposição pegaram em armas, primeiro para defender a si mesmos e depois para expulsar forças de segurança das áreas onde viviam. Assad prometeu acabar com o que chamou de "terrorismo apoiado por estrangeiros". Seguiu-se uma rápida escalada de violência, e o país mergulhou em uma guerra civil.

Qual o motivo da guerra?
Agora é mais um conflito entre aqueles a favor e contra Assad. Muitos grupos e países, cada um com suas próprias agendas, estão envolvidos, tornando a situação muito mais complexa e prologando a guerra. Eles foram acusados de cultivar o ódio entre os grupos religiosos na Síria, colocando a maioria muçulmana sunita contra o secto xiita alauíta do presidente.

Secto – grupos unidos por um propósito ou razão.

Xiitas – são os partidários de Ali (primo e genro do profeta Maomé) o sucessor legítimo, segundo eles, da autoridade islâmica. Inicialmente, os xiitas eram uma facção política que apoiava o poder de Ali Abu Talib, então, após tornar-se sucessor, acabou sendo assassinado, e a partir daí, os xiitas sentiram-se com a obrigação de defender a legitimidade religiosa e política dos seus descendentes.

Sunitas – são mais tradicionalistas do ponto de vista religioso e reconhece os primeiros quatro califas como os sucessores de Maomé. Os sunitas acreditam que Maomé não tinha herdeiro legítimo, e que o sucessor deveria ser eleito com uma votação entre as pessoas da comunidade islâmica. A maioria dos muçulmanos é sunita. Os maiores conflitos entre as seitas são conflitos políticos, e os sunitas são conhecidos por seus protestos anti-governamentais e carros-bomba.

Alauítas – o grupo teve origem em 850 dC. Sua doutrina básica parte da deificação de Ali (o quarto califa). Têm forte presença na Síria e são conhecidos por celebrar um calendário de feriados religiosos que mistura datas muçulmanas e cristãs.

Também conhecidos como "bem guiados", os primeiros califas foram aceitos pelos muçulmanos sunitas como os quatro governantes piedosos e justos.

1º) Abu Baquir – 632–634 dC
2º) Omar – 634–644 dC
3º) Otomão – 644–656 dC
4º) Ali – 656–661 dC

Haçane ibne Ali – 661-661 dC (somente para os xiitas)

 

(Fonte: BBC Brasil, 15 de março de 2018, “Por que há uma guerra civil na Síria: 7 perguntas para entender o conflito”)



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