SAMUEL

LIVROS DE SAMUEL

Os livros de Samuel não são identificados assim por ele ser o autor, mas
porque os livros falam de sua vida e porque ele desempenhou um papel
importante ungindo os primeiros reis de Israel.
Originalmente, os livros 1 e 2 eram um só livro. Os tradutores da
Septuaginta os separaram por organização. O tempo de história é de um
período aproximado de 100 anos (1.100 aC até 1000 aC). Foi escrito por volta
de 40 anos depois dos acontecimentos (960 aC)

 Samuel - vem do hebraico e significa "aquele a quem Deus ouve".

"Foi chamado pelo Senhor"

Ele foi um grande líder nacional. Já no capítulo 8 ele é descrito como um
homem idoso e no capítulo 25 já como falecido.
Portanto, não sabemos quem é o seu autor, mas supomos que o trabalho foi
obra de um historiador inspirado que empregou arquivos literários da época.
Diferentemente de outros juízes, a Bíblia não estabelece por quanto tempo
Samuel julgou a Israel.
Diz, no entanto, que Samuel julgou Israel todos os dias de sua vida, e não
meramente no tempo de seu juizado (1 Sm 7.15).
Samuel é descrito como profeta e ele mesmo foi usado para ungir os reis. O
primeiro rei, Saul, decepcionou.
Era um homem de boa aparência e notável como o povo queria.
Mas Deus mostrou que Ele vê o coração e não o exterior.
Depois dele, Davi reinou por muitos anos e foi um homem segundo o coração de
Deus, embora tivesse também muitas falhas e cometesse muitos erros.
Propósito do livro - oferecer um relato histórico do início da monarquia
israelita e a inovação da vida religiosa e política daquele povo. O que mais
queriam era ter um rei terreno e o tiveram.
Conteúdo Básico do livro - vida de Samuel e vida de Saul.


Cap. 01

Nascimento de Samuel.
Elcana era casado com Ana e Penina. Penina tinha filhos e Ana era estéril.
Local de adoração e sacrifícios - Siló
Sacerdotes da época - Ofni e Finéias (filhos de Eli)
Árvore genealógica baseada em  <http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Samuel> I
Samuel (conferir depois)
Efraim - Zufe - Toú - Eliú - Jeroão - Elcana + Ana = Samuel
Relembrando Gn 48 (as bênçãos de Jacó sobre os filhos)
Manassés (Filho mais velho de José, neto de Jacó)
"...e também ele será grande; contudo, o seu irmão menor será maior do que
ele, e a sua semente será uma multidão de nações."
Efraim (Filho mais novo de José, neto de Jacó)
"Assim, os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti Israel abençoará, dizendo:
Deus te ponha como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de
Manassés."
Penina irritava muito a Ana.
Ana chorava e não comia, vivia triste.
Ela orou, pediu um filho e prometeu que ele seria nazireu (separado do
Senhor).
Atribulada de espírito - a palavra "tribulação" é um termo bíblico que quer
dizer aflição, tormento, infelicidade, amargura, desgosto, perseguição.
"Tribulum" palavra original quer dizer "vara de moer grão".
Se a tribulação faz alguém se sentir assim, imagine a "Grande Tribulação" do
fim dos tempos.
Assista os vídeos e ouça as músicas, prestando sempre muita atenção às
letras da composição:

Resumo da história de Ana

https://www.youtube.com/watch?v=VhrD6yBdIrg

Músicas sobre Ana

https://www.youtube.com/watch?v=ldX1PdO5ec4

Bênção Dobrada, Luciana Radamés (Sobre Ana)

https://www.youtube.com/watch?v=Y8nWDQFRAPE


Cap. 02

Música / Cântico de Ana

https://www.youtube.com/watch?v=MLce1tKa1m8


Música / Cântico de Ana 2 (Estilo Oriental)

https://www.youtube.com/watch?v=5PHODo-KbTQ


Música / Inspirada no Cântico de Ana

https://www.youtube.com/watch?v=XimXsqmww30


Cap. 02 e 03 (1Sm 2.12)
Os crimes dos filhos de Eli

Quem foi Eli?
Juiz e sacerdote de Israel (da tribo de Leví)
“... e tinha ele julgado Israel quarenta anos”. (1Sm 4.18)

No tempo dele o povo de Israel ainda era oprimido pelos flilisteus
“...Israel fugiu de diante dos filisteus, e houve também grande matança entre o povo...”. (1Sm 4.17)



Árvore genealógica































































































































































































Itamar


















































































Eli era neto de Aarão, sobrinho de Moisés e Miriã.
Ele vem da tribo de Levi e da casa de Anrão.

Eli: foi bom como sacerdote, mas falhou como pai
“Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não conheciam ao Senhor”. (1Sm 2.12)
Lembrando que Eli foi irrepreensível como governante, juiz e sacerdote, diante de Deus.

Obs.: Filhos da belial – filhos das trevas, da escuridão. O mesmo que dizer “filhos do diabo”.

REFLEXÃO
Como assim? Como pode um bom sacerdote não desenvolver bem o seu papel de pai? Em nossos dias, por exemplo, você vê por aí bons líderes dentro das igrejas e péssimos pais em suas casas?

Os filhos de Eli foram chamados de “filhos de belial”. Apesar de serem filhos de um grande sacerdote.

Quando os pais não guardam as instruções de Deus com relação à educação de seus filhos, o preço a pagar é alto demais. Devemos considerar este texto com a maior seriedade e nos esforçar para entender o que Deus nos diz sobre a impressionante tarefa de educar nossos filhos.

COMPARE SAMUEL E OS DOIS FILHOS DE ELI
Samuel foi filho de uma mulher temente a Deus, separado para fazer a Obra.
Hofni e Finéias, apesar de serem filhos de sacerdote e separados para fazer a obra, não foram instruídos corretamente pelo pai. Alguns estudiosos ousam dizer que ele foi permissivo, tolerante e cego em relação aos filhos.

“Porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote, com um garfo de três dentes em sua mão; e enfiava-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava, o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló”. (1Sm 2.13-14)


O que isso significa?
Total falta de respeito com as ofertas. A pessoa oferecia um sacrifício à DEUS, e os sacerdotes comiam antes, da carne, que nem mesmo havia sido oferecida a Deus. Faziam a obra de qualquer jeito. Seria o mesmo, em nossos dias, que pregar a palavra de Deus de qualquer maneira e oferecer a Deus uma oração vazia, sem temor, sem conteúdo e sem sentimento algum.

Naquela época, aquele que fazia o sacrifício, recebia uma parte da carne sacrificada para ser comida com sua família. O sacerdote recebia o peito e a coxa direita. É assim que estava prescrito na Lei de Moisés, mas que não era feito pelos sacerdotes. Estes homens “não se importavam com o Senhor”, nem com o “costume dos sacerdotes”.

Veja o que a Bíblia diz sobre as atitudes dos dois irmãos:

“E, dizendo-lhe o homem: Queime-se primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti quanto desejar a tua alma, então ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar, e, se não, por força a tomarei”. (1Sm 2.16)

Queimar primeiro a gordura (fartura, riqueza) era oferecer primeiro a Deus o melhor. Mas eles queriam o melhor para eles.

“Era, pois, muito grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto os homens desprezavam a oferta do Senhor”. (1Sm 2.17)

Havia um estatuto sobre os sacrifícios e as ofertas que Eli conhecia muito bem, mas seus filhos não seguiam.

Se coloque agora no lugar do povo:
Viajava durante horas, às vezes até durante dias, para chegar até Siló e fazer a Deus um sacrifício. Chegando lá, esperavam contar com a ajuda de sacerdotes para isso, que deveriam ser pessoas íntegras e confiáveis. E o que encontravam? Churrasqueiros! Não dá para pensar nesses sacerdotes de outra forma. Com o tempo, o próprio povo passou a desprezar os sacrifícios, influenciado por eles.

“Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação”. (1Sm 2.22)

“E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois ouço de todo este povo os vossos malefícios. Não, filhos meus, porque não é boa esta fama que ouço; fazeis transgredir o povo do Senhor. Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar. (1Sm 2.23-25)

Note que Eli repreende seus filhos somente pelos pecados morais, mas não comenta sobre os sacrifícios. E ainda assim, parece que Eli repreendeu seus filhos tarde demais. A voz dele sequer foi ouvida pelos filhos, porque Deus impediu. Além disso, Eli era o juiz. Se ele sabia de tudo o que os filhos faziam de errado, porque nunca os puniu? Ele tinha autoridade dupla: pai e juiz ao mesmo tempo. Por isso, quando chegarmos ao ponto em que Deus dá a sentença para a casa de Eli, não sinta pena do “bom velhinho”. Deus é justo! Eli se omitiu pela vida de dois filhos, colocando em risco a vida espiritual de todo o povo, de milhares de famílias. É preciso aqui, pensar na coletividade e não na individualidade.

Imagine o tamanho do escândalo, sacerdotes adulterando, prostituindo e fazendo tudo o que não agradava a Deus, e pior, na Porta da Tenda da Congregação. Perceba que, um dos irmãos, Finéias, era casado. A imoralidade sexual não tinha limites para eles. A Tenda da Congregação vinha antes do Tabernáculo, então também era considerado um local sagrado. Era onde Deus se encontrava com os sacerdotes, onde manifestava sua glória.

Entenda o valor espiritual desse local:

"Na tenda da congregação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até a manhã, perante o Senhor; isto será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel, pelas suas gerações."  (Ex 27.21)

"E imolarás o novilho perante o Senhor, à porta da tenda da congregação."  (Ex 29. 11)

"Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali."  (Ex 29. 42)

"Também da porta da tenda da congregação não saireis por sete dias, até ao dia em que se cumprirem os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias ele vos consagrará."  (Lv 8.33)

Conclusão – Note nessa última passagem, que a porta da tenda já era um local interno, do qual os sacerdotes que estavam sendo consagrados não poderiam sair. Era um local para estar na presença de Deus. Porém, os filhos de Eli se deitavam com as mulheres (que iam até eles em bando), na porta da tenda.

Seria, em nossos dias, o mesmo que dizer que os principais líderes da igreja, os responsáveis pelos cultos, como pastores e bispos, por exemplo, usassem locais da igreja para prostituição.

REFLEXÃO – de que adianta sermos ótimos evangelizadores, se nossos filhos não conhecerem a Palavra de Deus? De que adianta sermos ótimos missionários se não cumprirmos nossa missão em casa? De que adianta liderar bem uma igreja enorme, se em nosso pequeno lar, nossos filhos estão se perdendo? E de que adianta estar com nossos filhos na igreja, se a igreja estiver contaminada?

Exercer um ministério não quer dizer omitir nossa obrigação em casa, que é o lugar onde devemos instruir nossos filhos em relação às coisas de Deus!

Obs. os três tiveram o mesmo instrutor: Eli.
EXERCÍCIO
O que Eli poderia ter feito?
- Julgado os próprios filhos, afinal de contas, ele era o juiz de todo o povo de Israel.
(Mas parece que ele preferiu os filhos no lugar de Deus)
- Poderia ter expulsado os filhos do ofício sacerdotal.
- Poderia ter criado os filhos, como criou Samuel.
- Poderia ter corrigido os filhos bem antes, se opondo aos pecados deles.
- Poderia ter pedido misericórdia a Deus, mas ele somente disse:
“Então Samuel lhe contou todas aquelas palavras, e nada lhe encobriu. E disse ele (Eli): Ele é o Senhor; faça o que bem parecer aos seus olhos”. (1Sm 3.18)

Ministério de Samuel
Enquanto tudo isso acontecia, Samuel era preparado para um grande ministério. Recebia a visita dos pais anualmente e Ana levava para ele túnicas (vestes longas) de linho branco – simbologia de pureza ritual, e de acordo com seu tamanho. E Eli os abençoava.

Veja se há alguma ligação com essa passagem do NT:
“E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”. (Lc 2.52)

Ana teve mais três filhos e duas filhas:
“Visitou, pois, o Senhor a Ana, que concebeu, e deu à luz três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do Senhor”.

Enquanto Deus preparava Samuel, já entrava em ação contra a casa de Eli
PROFECIA CONTRA A CASA DE ELI – por um profeta sem nome

E veio um homem de Deus a Eli, e disse-lhe: Assim diz o Senhor: Não me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando eles ainda no Egito, na casa de Faraó?(1Sm 2.27)

Árvore Genealógica: Noé – Sem... Tera – Abraão – Isaque – Jacó – Levi (tribo) – Coate – Anrão – Arão (irmão de Moisés e Miriã) – *Itamar (irmão de Eleazar) – Eli

* Eleazar e Itamar foram os irmãos substitutos de Nadabe e Abiú (fogo estranho)

A casa do pai de Eli, é de onde ele veio, sua origem. Deus está relembrando a história dele, que vem de gerações de sacerdotes, pois fazem parte da tribo de Levi – os levitas. Deus mostra então a importância desse cargo e a responsabilidade também, mostrando como foi no começo e como estava naquele momento.

“Por que pisastes o meu sacrifício e a minha oferta de alimentos, que ordenei na minha morada, e honras a teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel?” (1Sm 2.29)

E Deus então dá a sentença aos desobedientes:
“Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desprezados”. (1Sm 2.30)

E essa sentença pode ser dada a nós também, porque embora estejamos no tempo da graça, se desprezarmos a Jesus como filho de Deus, estaremos fora do plano de Salvação.

Simbologia do braço / força
“Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais ancião algum em tua casa”. (1Sm 2.31)

Braço é força. Deus diz que ia enfraquecer a geração de Levi e as pessoas não chegariam mais à idade avançada, ou seja, não teriam mais anciãos. Vida longa era uma honra. Mas Deus estava dizendo que as pessoas morreriam na juventude. Como sinal, Deus faria os dois filhos de Eli morrerem no mesmo dia.

Imagine você recebendo uma profecia dessas...

Resumo:
Segundo 1Cr 24.3-6, Eli, foi o primeiro sumo sacerdote da linhagem de Itamar, o filho mais novo de Arão. Após a morte de Sansão, Eli atuou como juiz civil e religioso em Israel, por 40 anos. Eli tinha 58 anos quando começou a exercer o ministério de sumo sacerdote e juiz. Como chegamos a esta conclusão? 1Sm 4.15 diz que “era da idade de noventa e oito anos e cujo os olhos estavam tão escurecidos que não podia ver”. Se ele morreu com 98 anos e reinou 40, então começou o trabalho com 58 anos. Era pai de dois filhos, Hofni e Finéias, e sobre estes dois filhos, Eli perdeu completamente a autoridade. Eli foi colocado por Deus na função mais importante sobre o povo de Israel. Ele era visto como exemplo, como um referencial e a família dele também. Só que ao governar Israel, esqueceu de governar a própria casa.  O profeta foi até Eli, lá pelo ano de 1165 aC, e disse que Deus iria intervir na sua casa, pois não atuava como pai e muito menos como líder religioso e juiz para os israelitas. E a profecia se cumpriu. No ano de 1141 aC, houve guerra entre os filisteus e Israel, e nessa batalha foram mortos quatro mil soldados israelitas. A arca, símbolo da presença de Deus, foi tomada pelos filisteus como troféu de guerra. Nesta batalha, os filhos de Eli foram mortos (1 Sm 4.13). A profecia demorou de 23 a 24 anos para se cumprir. Assim como foi dito pelo homem de Deus a Eli, tudo aconteceu.

Entendendo o Sacerdócio
Precisamos lembrar do que já estudamos sobre os sacerdotes levitas para uma compreensão total do que aconteceu com os filhos de Eli. Arão e seus filhos foram os primeiros a serem designados por Deus para servir como sacerdotes. Nadabe e Abiú, os dois filhos mais velhos de Arão, são mortos por não exercerem seu sacerdócio corretamente. Eles oferecem “fogo estranho” e são mortos por isso. Assim, são substituídos pelos outros filhos de Arão, Eleazar e Itamar (Lv. 10:1-3; Nm. 3:4; 26:60-61). Os sacerdotes têm diversos deveres. Eles cuidam do tabernáculo e de seu funcionamento. Entre seus deveres está a manutenção do altar. Eles devem retirar as cinzas e manter o fogo sempre aceso. Deus promete se encontrar com eles à porta da tenda da congregação.
Devido à sua posição privilegiada e à sua proximidade com o Deus Santo, eles devem ser muito meticulosos para não se contaminarem de forma que impeça seu serviço. Isto inclui evitar bebidas fortes, o que pode ter sido o fator contribuinte para o “fogo estranho” de Nadabe e Abiú. Eles não devem se contaminar pelo contato com os mortos, por tomar prostitutas como esposas, ou por ter uma filha prostituta.

Um sacerdote não deve ter nenhum defeito físico ou conduzir seus deveres sacerdotais quando estiver cerimonialmente impuro, são responsáveis por inspecionar diversas doenças para determinar se é lepra, infecção ou contaminação. Eles devem tocar as trombetas que convocam os israelitas. Os deveres sacerdotais vão ainda mais além, pois eles devem ensinar ao povo de Israel a Lei de Moisés e também julgá-los. As falhas dos sacerdotes em fazer estas coisas trazem severo juízo sobre eles (Malaquias 2:1-10). Suas vestes, que incluem uma túnica e uma sobrepeliz, também são símbolos da santidade de seu ofício e de seus deveres.

Sabendo de tudo isso, pense agora nos filhos de Eli.

Ainda sobre a Profecia:
“E eu suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o meu coração e a minha alma, e eu lhe edificarei uma casa firme, e andará sempre diante do meu ungido. E será que todo aquele que restar da tua casa virá a inclinar-se diante dele por uma moeda de prata e por um bocado de pão, e dirá: Rogo-te que me admitas a algum ministério sacerdotal, para que possa comer um pedaço de pão”. (1Sm 2.35-36)

Há um cumprimento imediato da profecia (naquele tempo) e outro futuro.
Sacerdote fiel – Davi (rei); Jesus Cristo
Casa firme – Templo Físico; Templo Espiritual

Cap. 03

Deus fala com Samuel (voz audível). “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”.

REFLEXÃO
Ouvindo a voz de Deus – você sempre consegue distinguir a voz de Deus?

Não havia mais chances para Eli e Deus revela isso a Samuel.
Samuel foi entregue a Eli por volta dos 3 anos de idade, tempo em que as mulheres desmamavam seus filhos, conforme o costume da época.
Alguns estudiosos defendem que Samuel ouviu a voz de Deus, pela primeira vez, com 12 anos de idade.

Eli quis saber o que Deus havia falado com ele.
Samuel revelou a sentença.
E tudo quanto Samuel profetizou aconteceu.

Samuel era um verdadeiro profeta de Deus!

Cap. 04

Guerra entre israelitas e filisteus
Na peleja, Israel perdeu 4 mil homens. Foi quando os anciãos tiveram a ideia de buscar a Arca da Aliança (presença de Deus) que estava em Siló.
E eles comemoraram em alta voz e tremeu a terra.

Os filisteus ouviram e temeram. Não queriam servir aos israelitas. Por isso, foram à guerra contra eles, com muito mais fúria, e mataram 30 mil homens, o restante fugiu.
(Lembrando que os filisteus conheciam toda a história da saída de Israel do Egito e sobre os milagres que Deus operou entre eles).
Tomaram a Arca. Nessa ocasião, os dois filhos de Eli morreram, no mesmo dia, conforme Deus havia dito para Eli.

Um benjamita de vestes rotas e terra sobre a cabeça, fugido da guerra, leva as notícias para Eli e o povo (1Sm 4.12)

Vestes rotas – rasgadas
Terra sobre a cabeça – derrotado

Ele levou as más notícias para Eli, sobre os filhos, sobre a derrota e sobre a Arca.
Eli caiu da cadeira, para trás (velho – 98 anos, cego e pesado – gordo), quebrou o pescoço e morreu naquele instante.

A mulher de Finéias estava grávida e deu à luz ao ouvir as notícias. O neto de Eli nasceu – Icabode. “De Israel se foi a glória”.

O nome do menino significa muitas coisas ao mesmo tempo:
Quando o brilho da vida se vai...
A tristeza de muitas vidas...
Um povo sem a presença de Deus...
Derrota...
A glória de Deus arrancada de um povo...


Cap. 05
A Arca foi para Asdode – Gate – Ecrom – Bete-Semes – Quiriate-Jearim

A Arca ficou na casa de “dagom”, em Asdode.
Dagom – era o deus nacional dos filisteus.
Na presença da Arca da Aliança, a estátua de dagom não permanecia de pé. Isso era um sinal aos filisteus da presença do Deus de Israel entre eles.
A cabeça e as palmas das mãos se quebraram, ficando somente o tronco da estátua. Os moradores de Asdode tiveram hemorroidas ou tumores, depende da versão bíblica.

Hemorroidas – quando as veias ao redor do ânus ficam inchadas, dificultando o processo de drenagem do sangue. Causa coceira, sangramento e dor.

Então, decidiram levar a Arca para Gate. Tudo o que queriam era ver a Arca de Deus longe deles. Mas o povo de Gade também sofreu com os tumores. As pessoas estavam morrendo.

A Arca foi parar em Ecrom, e por também serem atacados pela praga dos tumores nas partes íntimas, decidiram manda-la de volta para Siló.
Segundo a Bíblia, os filisteus sofreram durante 7 meses (1Sm 6.1) com um grande número de mortes.

Pense um pouco – embora a tradução da palavra seja “hemorroida”, em algumas versões, os fatos descrevem como algo muito mais sério.
Tumor seria mais sugestivo, porque as pessoas estavam morrendo e não simplesmente sofrendo com mal estar, tais como a coceira, a dor e o sangramento que a hemorroida causa.
Existe o câncer de ânus, que causa os mesmos incômodos. Por ser na mesma região, talvez o motivo da palavra hemorroida, pois era o que parecia aos olhos do povo.
Houve uma pandemia.

Cap. 06

Filisteus se livram da Arca
Com uma oferta de expiação da culpa, dentro dela: 5 imagens de ouro em forma de “hemorroida” (tumor) e 5 imagens de ouro em forma de “rato”.

O número 5 foi decidido por causa do número de príncipes que reinavam sobre eles, cada imagem representava uma cidade.
Já os ratos, parecem ter sido outra praga que estava destruindo as plantações deles. Veja:

“Fazei, pois, umas imagens das vossas hemorroidas e dos vossos ratos, que andam destruindo a terra...” (1Sm 6.5)

“Estas, pois, são as hemorroidas de ouro que enviaram os filisteus ao Senhor em expiação da culpa: por Asdode uma, por Gaza outra, por Ascalom outra, por Gate outra, por Ecrom outra”. (1Sm 6.17)

Como o temor daquele povo era grande em relação à Israel, porque eles se lembravam do passado e de todas as coisas que Deus havia feito para livrar os judeus da opressão e do julgo dos egípcios, então eles decidiram fazer o que havia de melhor naquele momento:

“Agora, pois, tomai e fazei-vos um carro novo, e tomai duas vacas com crias, sobre as quais não tenha subido o jugo, e atai as vacas ao carro, e tirai delas os seus bezerros e levai-os para casa. Então tomai a arca do Senhor, e ponde-a sobre o carro, e colocai, num cofre, ao seu lado, as figuras de ouro que lhe haveis de oferecer em expiação da culpa, e assim a enviareis, para que se vá”. (1Sm 6.7-8)

Os filisteus ainda pediram um sinal, para saber se tudo o que ocorreu no meio deles era o agir do Deus de Israel. Se as vacas seguissem para Bete-Semes, a resposta seria sim. E foi o que aconteceu.

Bete-Semes – era uma cidade sacerdotal. Por esse motivo o povo daquela cidade tanto se alegrou. O capítulo 21 de Josué descreve todas as cidades que serviriam de morada para os levitas.

“E Aim e os seus arrabaldes, e Jutá e os seus arrabaldes, e Bete-Semes e os seus arrabaldes; nove cidades destas duas tribos”. (Js 21.16)

O povo de Bete-Semes (levitas) se alegrou com a chegada da Arca
E ofereceram sacrifícios a Deus com as vacas que levaram a Arca. Mas por que olharam dentro da Arca, foram feridos (50.070 homens).

E eles também não quiseram ficar com a Arca, porque se entristeceram:
“Enviaram, pois, mensageiros aos habitantes de Quiriate-Jearim, dizendo: Os filisteus remeteram a arca do Senhor; descei, pois, e fazei-a subir para vós”. (1Sm 6.21)

Cap. 07

“Então vieram os homens de Quiriate-Jearim, e levaram a arca do Senhor, e a trouxeram à casa de Abinadabe,
no outeiro; e consagraram a Eleazar, seu filho, para que guardasse a arca do Senhor”. (1Sm 7.1)

A Arca permaneceu em Quiriate-Jearim durante 20 anos.

E Samuel (Juiz e Sacerdote) alerta para que o povo se converta
O povo obedeceu a Samuel e se arrependeu. Congregaram em Mizpá. Eles estavam oprimidos pelos filisteus.
Houve peleja, os filisteus foram confundidos pelos trovões que Deus mandou. Israel venceu, feriu os filisteus. Israel teve suas terras restituídas.

“Então tomou Samuel uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor”. (1Sm 7.12)

Cap. 08
Samuel ficou velho e tinha seus filhos para lhe suceder como Juiz – Joel e Abia. Mas eles não seguiram os caminhos de Deus (o pecado destes foi avareza e suborno) e o povo os rejeitou.

“E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações”. (1Sm 8.5)

O povo pediu por um rei, pois queria ser como as demais nações. E Deus permitiu, deixando claro que o povo estava REJEITANDO A DEUS:

“E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti”. (1Sm 8.7-8)

Deus instrui a Samuel para explicar ao povo como funcionava a política da Monarquia
(1Sm 8.9-18) E seguindo essa nova política, Deus não ouviria mais aos clamores de Israel, como nos tempos da Teocracia.
                 
“E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros. E os porá por chefes de mil, e de cinquenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros. E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos. E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos. Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos. Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia. Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras”

Mesmo assim, o povo preferiu um rei humano para reinar sobre eles. E assim se fez.

Comparação
O que um rei fazia... O que um presidente faz...

“Tomará vossos filhos para dirigir seus carros” – Motorista particular ou chofer
“Cavaleiros para que corram adiante de seus carros” – Guarda costas ou segurança
“E os porá por chefe de mil e de cinquenta para a lavoura” – Capataz (chefe de um grupo encarregado de serviços braçais)
“...para fabricação de armas de guerra” – Empregados
“Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras” – Empregadas
“Tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos” – Quando o governo se apropria da conquista do povo
“Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos” – Essa palavra “dizimar” quer dizer “arruinar, assolar, destruir, devastar, reduzir”.

Em poucas palavras, Deus os estava alertando que um “líder humano”, no caso o rei, iria acabar com a liberdade que eles tinham de plantar e colher, de decidirem seus próprios trabalhos, de serem bem sucedidos. O governo humano seria uma derrota. Mas eles preferiram, porque estavam inseguros quanto aos próximos juízes e sacerdotes, que já se mostravam avarentos.

Cap. 09
Descrição de Saul

Saul era um benjamita, filho de Quis, que era um homem muito poderoso (Classe alta).
Saul era bonito, aliás, o homem mais bonito de Israel (Vaidade).
Além da boa aparência, era alto. (Chamava a atenção).

Até aqui, ele tem tudo o que um ser humano vê e valoriza. Superficialidade.

Lembrete – a tribo de Benjamin é aquela que quase foi exterminada. Os homens sobreviventes ficaram com 400 moças virgens que restaram da guerra contra Jabes-Gileade (Rúben, Gade e meia tribo de Manassés). E depois tiveram que sequestrar as moças que estavam em Siló (lugar de adoração, sacrifícios e festividades).

Portanto, a tribo de Benjamin era a menor (como Saul comenta com Samuel):

“Então respondeu Saul, e disse: Porventura não sou eu filho de Benjamim, da menor das tribos de Israel? E a minha família a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com semelhantes palavras?” (1Sm 9.21)

Quis, o pai de Saul perdeu suas jumentas e pediu para Saul ir com um empregado procura-las. Depois de rodarem por várias cidades, sem êxito, o empregado sugere que procurem por Samuel, para pedir um conselho de profeta. (PLANO DE DEUS)

Saul se preocupou por não ter nenhum presente para oferecer ao homem de Deus.

“(Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente)”. (1Sm 9.9)
Encontro entre Saul e Samuel (preparado por Deus)

“Porque o Senhor revelara isto aos ouvidos de Samuel, um dia antes que Saul viesse, dizendo: amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo da mão dos filisteus; porque tenho olhado para o meu povo; porque o seu clamor chegou a mim”. (1Sm 9.15-16)

“E quando Samuel viu a Saul, o Senhor  lhe respondeu: Eis aqui o homem de quem eu te falei. Este dominará sobre o meu povo”. (1Sm 9.17)

E logo que se encontraram, Samuel o convidou para ficar e revelou prontamente sobre as jumentas. Comeram e, antes da partida, Samuel disse que o faria ouvir a palavra de Deus.


Preste atenção, porém, na firmeza das palavras de Samuel ao “profetizar”:

“E Samuel respondeu a Saul, e disse: Eu sou o vidente; sobe diante de mim ao alto, e comei hoje comigo; e pela manhã te despedirei, e tudo quanto está no teu coração, to declararei. E quanto às jumentas que há três dias se te perderam, não ocupes o teu coração com elas, porque já se acharam. E para quem é todo o desejo de Israel? Porventura não é para ti, e para toda a casa de teu pai?”(1Sm 9.19-20)

Destino das jumentas – Samuel tinha uma revelação de algo que estava acontecendo, mas que era oculto aos olhos de Saul.

Profecia da Consagração – E para quem é todo o desejo de Israel? Porventura não é para ti, e para toda a casa de teu pai? – Israel “desejava” um rei. E já tinha em vista um, já olhavam para Saul. Lembre-se: a tribo era pequena, mas era bem sucedida. Em 1 Sm 9.1 diz o seguinte sobre o pai de Saul: “homem poderoso”.

Mesmo assim, Saul não tinha noção disso, pois ele via o poder nas tribos maiores. Veja:
“Porventura não sou eu filho de Benjamim, da menor das tribos de Israel? E a minha família a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com semelhantes palavras?” (1Sm 9.21)

Samuel tratou Saul como a um rei. Na madrugada, Samuel o despediu. Antes, porém, em particular, ele disse:

“Dize ao moço que passe adiante de nós (e passou); porém tu espera agora, e te farei ouvir a palavra de Deus” (1Sm 9.27)

Cap. 10

Samuel unge Saul como rei de Israel
E profetiza tudo o que iria acontecer a Saul pelo caminho. Preste bastante atenção na autoridade destas palavras (1Sm 10.2-9)

“Apartando-te hoje de mim, acharás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no termo de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: Acharam-se as jumentas que foste buscar, e eis que já o teu pai deixou o negócio das jumentas, e anda aflito por causa de vós, dizendo: Que farei eu por meu filho? E quando dali passares mais adiante, e chegares ao carvalho de Tabor, ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus a Betel; um levando três cabritos, o outro três bolos de pão e o outro um odre de vinho. E te perguntarão como estás, e te darão dois pães, que tomarás das suas mãos. Então chegarás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando. E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem. E há de ser que, quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão, porque Deus é contigo. Tu, porém, descerás antes de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocaustos, e para oferecer ofertas pacíficas; ali sete dias esperarás, até que eu venha a ti, e te declare o que hás de fazer. Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia”.

A riqueza de detalhes é incrível. Ele diz quantas pessoas Saul vai encontrar, o que elas vão dizer, o que vão oferecer, o local exato do encontro.
Enfim, Samuel profetiza sobre todo o caminho de volta de Saul.

Agora vamos refletir...
Se em nossos dias há “tantos profetas”, porque ouvimos tão poucas profecias assim? Ao que parece, a maioria das profecias são genéricas, não identificando lugares, pessoas ou características que nos façam crer realmente que Deus disse algo para nós através de um profeta. Muitas vezes, a profecia é aceita porque favorece, e outras, são rejeitadas porque exortam. Entre as mais aceitas estão as de bens materiais e de prosperidade. 

  Cap. 11

Guerra contra os amonitas
Lembrando que Moabe e Ben-Ami foram os filhos de Ló com suas duas filhas. (Gn 19.37-38)
Moabe – moabitas
Ben-Ami (Amom) – amonitas

“Então subiu Naás, amonita, e sitiou a Jabes-Gileade; e disseram todos os homens de Jabes a Naás: Faze aliança conosco, e te serviremos”. (1Sm 10.1)

Naás foi rei de Amom, sendo seu reinado contemporâneo ao do rei Saul. Na língua original, este nome significa "Serpente".

Lembrando também que na terra de Jabes-Gileade viviam as tribos de Rúben, Gade e meia tribo de Manassés, aquelas tribos que estavam sempre afastadas e que não quiseram atravessar o Jordão com as demais. Eles fizeram um acordo com Moisés por essas terras.

As tribos queriam fazer aliança com o inimigo
Mas Naás disse que faria, desde que todos arrancassem o olho direito. Ou seja, ele não aceitou a proposta das tribos e ainda foi irônico.

Os anciãos de Jabes-Gileade pedem ajuda e Saul os atende
Por causa da presença do Espírito Santo na vida de Saul, ele venceu a guerra. Então, Samuel “renovou o reino”.

“E disse Samuel ao povo: Vinde, vamos nós a Gilgal, e renovemos ali o reino. E todo o povo partiu para Gilgal, onde proclamaram a Saul por rei perante o Senhor, e ofereceram ali ofertas pacíficas perante o Senhor; e Saul se alegrou muito ali com todos os homens de Israel”. (1Sm 11.14-15)

Há nesse momento uma troca de liderança e, embora não seja mais constituído um juiz, mas um rei, há uma renovação. Samuel está deixando seu cargo e se despedindo do povo. Saul não chega a ser um sucessor, mas ele foi ungido por Deus.

Cap. 12

Samuel resigna o seu cargo
Resignar quer dizer renunciar ou abdicar. Naquele momento ele abre mão do seu cargo de juiz e sacerdote. Antes, porém, ele se lembra da história de opressão que Israel sofreu e cita os nomes dos juízes que Deus levantou para livrar o povo.

Samuel rejeita a ideia que o povo teve de ter um rei humano e declara que Deus era o Rei de Israel. Mas que, mesmo assim, Deus estava fazendo a vontade deles:

“...não, mas reinará sobre nós um rei; sendo, porém, o Senhor vosso Deus, o vosso rei. Agora, pois, vedes aí o rei que elegestes e que pedistes; e eis que o Senhor tem posto sobre vós um rei”. (1Sm 12.12-13)

“Não é hoje a sega do trigo? Clamarei, pois, ao SENHOR, e dará trovões e chuva; e sabereis e vereis que é grande a vossa maldade, que tendes feito perante o SENHOR, pedindo para vós um rei”. (1Sm 12.17)

E, realmente, Samuel pediu e Deus mandou chuvas e trovões.
Há dois pontos a serem analisados aqui:

1.      Samuel rejeitou totalmente a ideia de um reino humano. Clamando a Deus para que mandasse chuva e trovões, ele mostra claramente sua intimidade com Deus.
Será que no governo humano, através de Saul, o povo de Israel teria o mesmo? Eles teriam que depender de um rei humano. Que ser humano é capaz de mandar chuva???

2.      O outro ponto a ser analisado é o fato de Samuel pedir a chuva justamente no tempo da sega. O tempo da colheita era seco e propício para colher o trigo, fruto de tanto trabalho dos israelitas. Primeiro que não era um tempo de chuva, então ficava claro o quanto Deus atendia Samuel. E, segundo, que vindo a chuva sobre a trigo, seria uma espécie de castigo sobre o povo e também uma forma de mostrar a ira de Deus sobre eles. A chuva estragaria todo aquele plantio.

Veja que interessante o que a Bíblia fala em Pv 26.1-2

“Como a neve no verão, e como a chuva na sega, assim não fica bem para o tolo a honra.
Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá”.


As regras continuaram as mesmas
Se, tanto o povo quanto o rei, obedecessem a Deus, tudo iria bem. Deus não estava abandonando o povo.

“Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao mandado do Senhor, assim vós, como o rei que reina sobre vós, seguireis o Senhor vosso Deus”. (1Sm 12.14)

Samuel disse que não deixaria de orar por eles, que ainda ensinaria o caminho bom e direito, mas os alertou a servir ao Senhor de todo o coração.


Cap. 13
Houve uma guerra entre os israelitas e os filisteus.
A guerra começou porque Jônatas feriu a guarnição (tropa que defende uma praça) dos filisteus.

Os soldados estavam em apuros e o povo todo angustiado e escondido pelas cavernas, penhascos e covas.
Em 7 dias Samuel estaria com eles, para oferecer sacrifícios a Deus e pedir direção e estratégia de guerra, como era o costume dos sacerdotes.

Mas Samuel se demorou e Saul decidiu fazer sozinho.
Por isso foi reprovado. A demora de Samuel pode ter sido um teste de Deus sobre a vida de Saul. Pois, por tão pouco, ele já desobedeceu e fez as coisas ao modo dele.

“Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o SENHOR, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou”. (1Sm 13.14)


Israel não tinha ferreiro, por isso não tinha armas no dia da guerra
“E em toda a terra de Israel nem um ferreiro se achava, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada nem lança”. (1Sm 13.19)


Cap. 14
Note aqui a descendência de Eli, a família sacerdotal sobreviveu:
“E Aías, filho de Aitube, irmão de Icabode, o filho de Finéias, filho de Eli, sacerdote do SENHOR em Siló, trazia o éfode...”. (1Sm 14.3)

Vamos relembrar da genealogia de Eli?
Levi – Coate – Anrão – Arão (irmão de Moisés) – Itamar – Eli – Finéias (que morreu na guerra, junto com seu irmão Hofni) – Icabode (filho de Finéias) – Aitube (provavelmente nascido antes de Icabode) – Aías (filho de Aitube)

Então, Aías era tataraneto de Eli. Lembre-se que a Casa de Eli sofreria uma profecia muito triste (1Sm 2.30-31) – “Não haverá ancião na tua casa”

A fé de Jônatas
“Disse, pois, Jônatas ao moço que lhe levava as armas:
Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura operará o SENHOR por nós, porque para com o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos”. (1Sm 14.6)

Jônatas estava passando pela guarnição dos filisteus, sem o conhecimento de Saul. Ele e o pajem de armas teriam que se identificar. E pediram um sinal a Deus:

“Disse, pois, Jônatas: Eis que passaremos àqueles homens, e nos revelaremos a eles. Se nos disserem assim: Parai até que cheguemos a vós; então ficaremos no nosso lugar, e não subiremos a eles. Porém, se disserem: Subi a nós; então subiremos, pois o SENHOR os tem entregado nas nossas mãos, e isto nos será por sinal. (Sm 14.8-10)

Agora perceba o seguinte, os filisteus responderam:

“Subi a nós  /   e nós vos ensinaremos uma lição”

Eles mandaram subir, mas não amigavelmente. A segunda parte da frase não estava no script de Jônatas, não é?
Mesmo assim, Jônatas subiu com o homem, somente os dois. Que coragem! E que fé! Ele não recuou.

Os dois mataram cerca de 20 homens que estavam na frente e os de trás, “em cerca de meia jeira de terra que uma junta de bois podia lavrar”

A jeira do Império Romano valia 2 acres, ou seja, o equivalente a cerca de 2520 m².
A Bíblia diz que até a terra se estremeceu, porque era um tremor de Deus.

Foi a maior confusão e os filisteus se misturaram aos hebreus. E assim, Israel venceu a guerra “sem armas, sem estratégia e sem ataque”, apenas pela fé e pela coragem de Jônatas que teve a iniciativa de ir até eles, mas sempre temente a Deus.

No meio dos filisteus havia “hebreus” que se misturaram aos “israelitas” (1Sm 14.21)
Ou seja, aqueles do povo de Israel que faziam aliança com os inimigos ou ainda aqueles que se rendiam e viravam escravos. Eram chamados somente de hebreus, para identificar a sua origem e não mais de israelitas, pois não estavam mais presentes em nenhuma das tribos.

Porém, o número de filisteus era muito maior. Com certeza os demais iriam até os israelitas para continuar aquela guerra.

O atrevido voto de Saul
Saul, sabendo disso, faz um voto e conclama um jejum a todo o povo. Ele não consultou a Deus para fazer isso.
Havia um bom número de soldados já cansados e com fome, que estavam na peleja com Jônatas.
Eles não aguentaram, e degolaram o despojo de guerra (os animais) e os comeram no chão e com sangue.
Cometeram um grave pecado contra Deus. Por causa do voto insano de Saul e do abuso de autoridade, que o próprio filho percebeu. O rei levou o povo a pecar.


Saul pede conselho a Deus sobre lutar contra os filisteus, mas Deus não respondeu.
Depois Saul procurou descobrir por causa de quem o povo pecou e soube que Jônatas havia provado um pouco de mel.
Ele prometeu a morte para Jônatas, mas o povo o defendeu. Jônatas permaneceu vivo por causa do clamor do povo.

Saul guerreou contra muitos povos e venceu (somente quando estava na presença do Espírito Santo).

Mulher de Saul – Ainoã
Filhos de Saul – Jônatas, Isvi, Malquisua e as filhas Merabe e  Mical.
Capitão do exército de Saul – Abner

Cap. 15

Samuel manda Saul destruir os amalequitas
Deus ordenou matar a todos, homens, mulheres, crianças e animais. Mas ele desobedeceu:

“E Saul e o povo pouparam a Agague, e ao melhor das ovelhas e das vacas, e as da segunda ordem, e aos cordeiros e ao melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda a coisa vil e desprezível destruíram totalmente”. (1Sm 15.9)

E Samuel o repreende duramente. Ele tenta se justificar várias vezes, dizendo que aquele despojo era para sacrificar ao Senhor. E Samuel questionou:

“Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR?
Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros”. (1Sm 15.22)

Saul foi violento com Samuel e o puxou:
“E virando-se Samuel para se ir, ele lhe pegou pela orla da capa, e a rasgou. Então Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu. (1Sm 15.27-28)

Finalizando o capítulo, Samuel voltou com Saul e Saul adorou a Deus. E o próprio Samuel matou e despedaçou o rei Agague, diante de Deus (que era a tarefa de Saul).

E Saul e Samuel nunca mais se viram
“E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o SENHOR se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel”. (1Sm 15.35)

Sobre Saul e Davi (Embora esteja em formato de desenho, é muito bom assistir)



Cap. 16
Deus manda Samuel ungir a Davi como rei

Minissérie Rei Davi – A escolha de um novo rei para Israel (cap. 1)

Jessé, o belemita – morador de Belém. Acompanhe sua linhagem pela genealogia:
Jacó – Judá – Perez – Esrom – Arão – Aminadabe – Naassom – Selá – Boaz – Obede – Jessé – Davi – Salomão... ... ... Jesus!

Samuel temeu porque sabia que Saul o perseguiria se soubesse. Mas Deus mandou que ele fosse sacrificar em Belém.

Ali, Samuel olha para Eliabe:
“Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”. (1Sm 16.7)

Depois viu Abinadabe, Sama e os demais filhos, que eram 7.
Depois ele chama a Davi, o mais novo.

Sobre Davi:
“...e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença”. (1Sm 16.12)

A Bíblia só diz que ele era o mais novo, não diz que era baixinho e nem feio, pelo contrário, era ruivo e formoso.

Davi é ungido e tem a presença do Espírito Santo
“Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá”. (1Sm 16.13)

O Espírito Santo se retira da vida de Saul e ele passa a ser atormentado
“E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR”. (1Sm 16.14)

Como entender que Deus manda um espírito mau sobre alguém?
“Havendo, pois, Abimeleque dominado três anos sobre Israel, enviou Deus um mau espírito entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes se houveram aleivosamente contra Abimeleque”. (Jz 9.22-23)

“E disse o SENHOR: Quem persuadirá a Acabe rei de Israel, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? Um dizia desta maneira, e outro de outra. Então saiu um espírito e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o persuadirei. E o SENHOR lhe disse: Com quê? E ele disse: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o SENHOR: Tu o persuadirás, e ainda prevalecerás; sai, e faze-o assim. (2Cr 18.19-21)

“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”. (Is 45.7)

OBSERVAÇÃO: quando a Bíblia diz que Deus criou o mal (é MAL com “L”). Veja a diferença:

Mau (Adjetivo) – Esse é o mau, contrário de BOM. Ruim, nocivo, prejudicial. Desgraça, calamidade, ruína, destruição.

Mal (Substantivo, Advérbio ou Conjunção) – Esse é o mal, contrário de BEM.

Mal (substantivo) – pode significar enfermidade, doença, estrago, algo desfavorável.
Ex. Ele está muito mal.

Mal (advérbio) – pode significar um modo diferente do que deveria ser, algo que não satisfaz ou inconveniência.
Ex. Ela se comportou muito mal; Os negócios vão mal.

Mal (conjunção) – indica “tempo” e pode ser substituído por “logo que” “apenas”.
Ex. Mal chegou teve que partir.

Reflexão – A Bíblia nos diz que, tanto o “mau” como o “mal” estão subordinados a Deus. Ele está no controle de todas as coisas. Quer dizer que o inimigo somente pode agir de acordo com os limites que Deus determinar, nem mais e nem menos.

Nem sempre, quando se lê que um espírito age de maneira negativa, se refere à satanás ou ao demônio. Pode ser um espírito que traz o juízo de Deus. Em apocalipse, vários anjos trabalham nas cenas do final dos tempos, executando juízos nada bons de ler.

"E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite." (Apocalipse 8 : 12)

"E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens." (Apocalipse 9 : 15)

"E os sete anjos que tinham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos com cintos de ouro pelos peitos." (Apocalipse 15 : 6)

O espírito mau se retirava de Saul quando Davi tocava a Harpa

Da minissérie Rei Davi – Davi canta para Saul (com legenda)


“E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele”. (1Sm 16.23)

Esse texto é bastante esclarecedor no que diz respeito à ação de espíritos malignos sobre as pessoas e também sobre a libertação delas. Uma pessoa que não tem o Espírito Santo não pode libertar-se a si mesma, ainda que ela reconheça a sua situação de opressão e perceba a atuação de espíritos malignos em sua vida. Assim, ela precisa da ajuda de alguém que tenha o Espírito Santo. E a libertação pode acontecer quando aquele que tem o Espírito começa a proclamar os louvores do Senhor.

A palavra usada no hebraico para se referir à atuação dos espíritos malignos, nesse texto, é “ba’at”, que significa aterrorizar, trazer medo, causar aflição. Sendo um rei guerreiro, Saul era um homem corajoso e ousado; contudo, por causa da opressão espiritual, ele se tornou um homem medroso, aterrorizado e completamente aflito. E porque não tinha mais o Espírito Santo, ele não podia libertar-se a si mesmo. 

Quando Davi dedilhava a sua harpa, Saul sentia alívio e se achava melhor. A expressão “sentir alívio” é muito interessante. A tradução literal dessa expressão, “rawah”, é “ser largo”, “ser espaçoso”. É como se a pessoa estivesse em um lugar muito apertado, sentindo-se quase sem ar e, de repente, ela fosse tirada desse lugar e levada a um lugar espaçoso. Essa expressão descreve a sensação de liberdade, de alegria, de paz, de satisfação. Não que aqueles louvores, em si mesmos, tivessem algum poder sobre o espírito maligno; mas eles, entoados por Davi, tinham o poder de trazer a presença de Deus sobre aquele lugar. Isso é muito importante e deve ser esclarecido: músicas são apenas sons e não podem afastar espíritos malignos; letras são apenas símbolos e, por isso, não podem expulsá-los. Espíritos malignos só são expulsos em meio aos louvores quando esses conseguem atrair a presença de Deus – ou seja: espíritos malignos são expulsos pela presença de Deus. Lembre-se, o louvor é um tipo de adoração.

Sobre o amor
“Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas”. (1Sm 16.21)

Para aquelas polêmicas absurdas, de gays que usam a Bíblia para dizer que Davi teve um caso amoroso com Jônatas, é bom observar que a Bíblia já fala de amor desde Davi e Saul (amor ágape, universal e não amor Eros).

Cap. 17

Mais uma guerra entre israelitas e filisteus

Golias era um filisteu considerado gigante
Altura: 6 côvados e 1 palmo
1 côvado é a medida que vai do cotovelo até a ponta do dedo médio
Côvado egípcio – 50 cm
Côvado romano – 45 cm
Côvado hebreu – 44,7 cm
Palmo – 23 cm

Vamos estimar uma medida de 3 metros para Golias ou um pouco mais.

“Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos de bronze. E trazia grevas de bronze por cima de seus pés, e um escudo de bronze entre os seus ombros. E a haste da sua lança era como o eixo do tecelão, e a ponta da sua lança de seiscentos siclos de ferro, e diante dele ia o escudeiro. (1Sm 17.4-7)

Couraça de bronze que pesava 5.000 ciclos de bronze – 1 ciclo pesava 11,42 gr = 57kg

Grevas de bronze – eram usadas nas armaduras antigas, como protetores de canelas, joelhos e pés.

Haste como “eixo de tecelão"

Ponta da lança pesava 600 ciclos de ferro – quase 7 kg




  1 Samuel / Cap. 17 (finalizando)

Golias provocava o povo de Israel e pedia por um guerreiro para lutar com ele. Davi, o filho mais novo de Jessé, o enfrentou.

Jessé tinha 8 filhos (homens), conforme 1Sm 16.10-11

“Assim fez passar Jessé a seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não tem escolhido a estes. Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui”.

Mas, no livro de Crônicas, diz que Davi era o sétimo.

“E Boaz gerou a Obede, e Obede gerou a Jessé. E Jessé gerou a Eliabe, seu primogênito, e Abinadabe, o segundo, e Siméia, o terceiro. Natanael, o quarto, Radai, o quinto. Ozem, o sexto, Davi, o sétimo. E foram suas irmãs Zeruia e Abigail”. (1Cr 2.12-16)

A Bíblia não erra, então quais as possibilidades nesses textos:

O livro de Samuel não relata os nomes de todos os filhos. Na ocasião poderia haver mais algum filho, e até chegar o tempo do livro de Crônicas, este filho morreu.

Ou você poderia pensar na remota possibilidade de uma das filhas, na época, ser também uma opção para o reino?


A proposta de Golias era determinar quem seria escravo de quem. O vencedor daquele duelo seria o opressor. Golias provocou o povo durante 40 dias, pela manhã e à tarde. (1Sm 17.16).

Davi era pastor de ovelhas em Belém, e levava alimento aos irmãos que trabalhavam no arraial.

Arraial – nesse contexto era o acampamento das tropas. Nos livros anteriores falamos do arraial onde eram feitos os sacrifícios para expiação do pecado, que nesse caso era fora do arraial, ou seja, da área comum ao tabernáculo.
“Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério”. (Hb 13.13-15)

Hoje em dia, o velho arraial simboliza a lei, o que em nossos dias se traduz pela doutrina de pastores que representam os antigos fariseus e saduceus, aqueles que impõem um fardo pesado demais, que nem mesmo eles conseguem carregar.

"Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los."  (Mateus 23.4)

Fardo – A palavra “fardo” significa “peso excessivo”. Hoje em dia, falamos de “fardos” como uma medida. Ex: 1 fardo de farinha ou de arroz pesa 30 kg. Até 5 kg nomeia-se “sacos”, a partir dessa medida em diante são “fardos”. Mas essa ideia do fardo que visualizamos como peso material não existia naquela época. O fardo era visto como algo difícil.

Já que estamos falando em fardo, vamos citar também o jugo. Jesus disse:

"Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." (Mateus 11 : 30)

O que realmente Jesus quis dizer com estas palavras?

Jugo – peça de madeira colocada sobre a cabeça dos bois e faz com que eles fiquem presos às carroças. Serve como um volante durante o serviço no arado, mantendo dois bois unidos, emparelhados, para que andem no mesmo compasso. O jugo é uma espécie de forca. 
No sentido figurado, jugo significa submissão, obediência, autoridade, domínio, opressão, sujeição. Exemplo: no Islamismo, o jugo das mulheres é inaceitável para o restante das mulheres do mundo. No Judaísmo também não se vê bons exemplos. No Cristianismo dos nossos dias também não é difícil de identificar os jugos dos homens (manipulação das massas).

Faça uma reflexão sobre esse pensamento – “O jugo simboliza a disciplina de duas maneiras: ou ela é sofrida de modo humilhante, ou a disciplina é escolhida voluntariamente e conduz ao domínio de si, à unidade interior da união com Deus. (Chevalier, 1998)

Agora sim, pense em JUGO no sentido de DISCIPLINA.
O antigo “Jugo do Sacerdote” era praticamente uma herança para os israelitas, a disciplina da religião judaica, baseada na lei de Moisés (com muitos acréscimos, é claro).
Agora entendemos as palavras de Jesus – Porque o meu jugo é suave, ou seja, a minha disciplina, o meu ensinamento, as minhas regras de vida são mais fáceis e são possíveis de seguir. Meu jugo não oprime.

Se você se submeter às palavras de Jesus e se deixar dominar por elas, você terá a direção certa, saberá com qual velocidade caminhar e para onde ir.

...e o meu fardo é leve – você poderá caminhar sem se cansar. É o mesmo que Jesus dizer: o meu jugo (disciplina) não vai machucar você, não vai lhe oprimir e o meu fardo não vai deixar você cansado, exausto. Por isso, entenda em seu coração o que é realmente seguir com Jesus:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mt 11.28)

A partir do momento em que você rejeita o jugo e o fardo dos homens e aceita os de Jesus, instantaneamente sentirá alívio em seu espírito atribulado e sua alma abatida!

Certamente que Davi não era dominado por jugo de homem e nem carregava fardos pesados demais. Nem mesmo da couraça e do capacete ele precisou para se proteger durante aquele duelo. Ele rejeitou totalmente a “proteção humana”. As palavras de Davi eram espirituais, elas eram a voz da sua fé. Repita estas palavras em voz alta e com autoridade:

“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo o SENHOR te entregará na minha mão, e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel; E saberá toda esta congregação que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão. (1Sm 17.45-47)

E nós? Quantas batalhas nos esperam? Quantos gigantes temos que derrubar? Em todas as áreas da vida... Pense.
Quais são os jugos que te prendem? Quais os fardos que te cansam?
Medo de ser castigado e ficar ainda mais pobre se não dizimar?
Medo de não ser mais abençoado se não estiver “religiosamente” onde o pastor humano manda você estar?
Medo de ter que pagar pelo seu passado?
Medo de ser considerado “desviado” pelo simples fato de tomar a decisão de viver a Palavra em lugares diferentes?
Esses medos são fardos que nos impedem de caminhar.
Essas ideias erradas da Bíblia são jugos dos homens. A Bíblia é libertadora, Jesus é amor e Deus é misericordioso.

A graça de Jesus “é de graça”! É simples assim. Você não tem que pagar nada. Quando Deus fala que ama, é um amor verdadeiro, amor que dá o filho, até a última gota de sangue, simplesmente para nos ver “livres”. Aceite esse privilégio: SEJA LIVRE, em nome de Jesus! Amém.

Alguns vídeos que ilustram o encorajamento que compartilhamos nessa aula:

A história do sapinho

Trecho do Filme Desafiando GIGANTES

Jesus fala através das pessoas (Rocky Balboa)

 Jessé teve 7 ou 8 filhos?
“Assim fez passar Jessé a seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não tem escolhido a estes. Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui”. (1Sm 16.10-11)

“E Boaz gerou a Obede, e Obede gerou a Jessé. E Jessé gerou a Eliabe, seu primogênito, e Abinadabe, o segundo, e Siméia, o terceiro. Natanael, o quarto, Radai, o quinto. Ozem, o sexto, Davi, o sétimo. E foram suas irmãs Zeruia e Abigail”. (1Cr 2.12-16)

Explicação: é bem provável que o texto classifica de modo ordinal somente os filhos que estavam vivos na ocasião da escrita de 2 Crônicas. Pode ser que o filho não citado tivesse perdido a vida numa guerra, e por não ter tido filhos, não foi incluído na genealogia da família. Na antiguidade, era comum mencionar apenas os filhos vivos.


Deus se arrepende?

"Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?" (Números 23.19)

"E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa."  (I Samuel 15.29)

Aguardando resposta (Sayão, Mark e Shedd)

Por enquanto, vamos às pesquisas:
Arrependimento – é uma reação emocional para atos passados. A palavra “arrependimento” é de origem grega (μετάνοια , metanoia) e significa conversão (tanto espiritual, como intelectual), mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitude, temperamento. Então, arrependimento quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente.
Diferentemente do remorso, quando a pessoa sofre com as recordações, e sabe que não pode fazer mais nada.

Quando nos referimos a Deus, usamos recursos linguísticos que caracterizam a nós mesmos, pois não temos a menor condição de traduzir os sentimentos do Criador em palavras. Logo, a expressão Deus não se arrepende, está dizendo que ele não erra em suas decisões como nós erramos. E quando a Bíblia diz que Deus se arrependeu, é uma tentativa de explicar que ele mudou de ideia, mediante o comportamento humano.

O arrependimento de Deus é como uma resposta às atitudes humanas. Por exemplo, se o povo de Israel, durante a peregrinação que durou 40 anos, parasse de murmurar e passasse a glorificar a Deus como Moisés fazia, certamente Deus se arrependeria (mudaria seus planos) do juízo que determinou sobre eles, e permitiria a eles entrar na terra prometida. Era uma condição, Deus era claro em seus planos, Ele mostrava o caminho que o povo deveria seguir, e o que deveria fazer para chegar ao destino.

Um ótimo exemplo está em Deuteronômio 30:

1  E Será que, sobrevindo-te todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o SENHOR teu Deus, 2  E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, 3  Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus.

17 Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, 18 Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; 19 Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.

Perceba que a bênção de Deus é condicional, ela ocorre mediante a obediência. Há sempre escolhas a fazer. Então, se o ser humano fizer a escolha certa, Deus fará o que já prometeu. E se o ser humano for desobediente, Deus se “arrependerá”, ou seja, mudará seu plano, que inclusive não é oculto para ninguém.

RESPOSTA DO DR. MARK (professor de Hebraico)
1.     Deus é totalmente capaz de mudar como pensa. Seu caráter não muda, mas ele, na sua soberania, tomou a decisão para interagir e responder ao ser humano, como os textos acima demonstram. Jeremias 18 — a ilustração do oleiro, e o arrependimento DIVINO em Hebreus 6.4 e 12.17 (JFA, NVI), que existem apostasias que provocam o julgamento de Deus,  que nem mesmo Moises poderia renovar o arrependimento dEle. 
2.     Mas uma vez que Deus jura ou promete — e está neste contexto que ele não pode arrepender-se — não há chance de arrependimento divino. Como o pecado imperdoável dos judeus em Mateus 11-12.
Espero que isso ajude!
Mark


Continuação da aula – Cap. 17

Depois da morte de Golias, a guerra aconteceu de fato, porque com a vitória de Davi sobre o gigante Golias, os filisteus passaram a ser escravos de Israel. Imagine a cena: aqueles homens que se escondiam por trás do gigante, tiveram que fugir assim que ele caiu e morreu. Os israelitas mataram seus inimigos e depois tomaram seus despojos.

O capítulo 17 é finalizado com Abner levando Davi até a presença do rei Saul.

Cap. 18

Amizade de Jônatas e Davi

A Bíblia relata que eles tiveram suas almas ligadas e que fizeram aliança.

“E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. E Saul naquele dia o tomou, e não lhe permitiu que voltasse para casa de seu pai.  E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.  E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto”. (1Sm 18.1-4)

Infelizmente, em nossos dias, o amor tem sido confundido com o erotismo, e ainda pior, com o homossexualismo. Os comentários gays sobre essas passagens bíblicas são tendenciosos, eles criaram um álibi para suas práticas sexuais ilícitas.

A Bíblia é clara em relação aos pecados cometidos na época, não omitindo nem mesmo os mais chocantes. E os pecadores são punidos. Não existe nenhuma brecha para o entendimento de um relacionamento homossexual entre Davi e Jônatas. Foi uma forte amizade e não uma “amizade colorida”.

Almas ligadas – a palavra “ligou” usada nesse texto, no hebraico, é a mesma palavra usada em Gn 44.30 para expressar o relacionamento de amor (ligação) de Jacó para com seu filho Benjamim:

“Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele...” (Gn 44.30)

Ou seja, não era uma palavra comumente usada para indicar relacionamentos eróticos ou de homossexualidade. Foi usada na Bíblia para indicar uma ligação especial fraterna.

A leitura de todo o contexto da história desses dois homens de Deus mostra que Jônatas entendia claramente que seu pai Saul perderia o trono e que Davi era o escolhido do Senhor para reinar. Nesse sentido, Jônatas mostra compromisso de amizade e lealdade ao futuro rei, mesmo ainda ele não sendo o rei empossado.

A amizade entre eles não está contrária às indicações bíblicas sobre o exercício de amor ao próximo por ser relatada como intensa, pelo contrário, está dentro do padrão exigido pela Lei: “…mas amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lv 19.18). 

Infelizmente, em nosso tempo, cheio de malícia e maldade, quando um homem exerce o amor para com seu próximo da forma que a Bíblia orienta, é taxado por muitos como sendo um homossexual “no armário”.

A passagem mais polêmica entre os gays é esta:

“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres”. (2Sm 1.26)

E agora?
É evidente que Davi não teve a intenção de colocar o amor de amigos como sendo superior ao amor conjugal hetero, mas o de destacar a impressionante abnegação de Jônatas para com ele, o que fez com que a amizade deles fosse especial, forte e única. Foram as palavras que ele encontrou para traduzir a importância do amigo, naquele momento de dor, pela perda irreparável. Eles tinham uma aliança “diante de Deus”:

“Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque o fizeste entrar contigo em aliança do Senhor...” (1Sm 20.8)
Resumindo, qualquer tentativa de dizer que o rei Davi e Jônatas tinham uma relação homossexual, está contrária ao que os textos expressam, sendo uma tentativa de “forçar” o texto para que ele se enquadre em desejos e pensamentos humanos, o que é reprovável.

Despojar de capa, vestes, espada, arco e cinto – primeiro perceba que Jônatas não presenteou a Davi, ele “se despojou”. Despojo é um saque, é algo que temos somente se lutarmos e vencermos – despojo da guerra, recompensa. Não houve necessidade de uma luta física entre eles. Saul era o rei, seu sucessor seria Jônatas. Mas ele mesmo se antecipou e entregou a Davi suas vestes reais, reconhecendo-o como vencedor.

Capa – proteção.
Vestes – em outras versões “armadura”.
Espada – ele se desarma.
Arco – para caçar.
Cinto – dava firmeza e sustentação.

Cântico que incomoda Saul:
“E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares”. (1Sm 18.7)

Na sua ira, e com um espírito mau da parte de Deus, Saul tentou matar Davi (1ª tentativa – 1Sm 18.11) com uma lança. Davi foi colocado por capitão de mil.

Recompensa de Davi
“E diziam os homens de Israel: Vistes aquele homem que subiu? Pois subiu para afrontar a Israel; há de ser, pois, que, o homem que o ferir, o rei o enriquecerá de grandes riquezas, e lhe dará a sua filha, e fará livre a casa de seu pai em Israel”. (1Sm 17.25)

Deveria ser Merabe, a filha mais velha de Saul, mas esta foi dada a Adriel, o meolatita ou morador de Meolá, povoado situado no vale do Jordão – 1Sm 18.19).

Davi se casou então com Mical, que amava ele.
“Eu lha darei, para que lhe sirva de laço”. (1Sm 18.21)

O plano de Saul era matar Davi (2ª tentativa) através de uma estratégia. Ele não queria dote, e Davi era pobre, então ele pediu 100 prepúcios de filisteus (circuncisão). Davi levou 200 (1Sm 18.27).
Davi era temido e querido, como também odiado por Saul por esses motivos. Ele se destacava.

Cap. 19
Saul avisou Jônatas para mandar matar Davi.
Mas Jônatas o defendeu. Saul concordou naquele momento.
Mas depois, tomado pelo espírito mau, tentou matar a Davi novamente com a lança (3ª tentativa – 1Sm 19.10)

Ele fugiu e Mical avisou que Saul mandou mata-lo pela manhã (4ª tentativa – 1Sm 19.11)

Davi fugiu e foi até Samuel, compartilhando dos últimos acontecimentos. Os mensageiros de Saul iam até eles, mas em vez de prender Davi eles profetizavam, algumas versões dizem que “entraram em transe”, foram tomados pelo Espírito Santo. Aconteceu isso com os três grupos de mensageiros que Saul enviou.

Saul decidiu ir pessoalmente e aconteceu o mesmo com ele. Ele também profetizou, despiu as suas vestes e esteve nu por terra, diante de Samuel.

Reflexão – perceba a reação das pessoas ao se aproximarem do Espírito de Deus. Viveram um momento espiritual, “entraram em transe” ou “profetizaram”.

Ficar nu, despir-se – o rei Saul não ficou “nu” como entendemos em nossos dias, não é o mesmo que ficar “pelado”. Ele retirou a sua capa de rei, também se pode entender, em outros casos, que o homem retirava a sua armadura. Naquele tempo, por baixo das vestes, havia ainda a estola de linho, as demais roupas mostravam visualmente quem o homem era, se oficial, se rei, se profeta, se povo. A roupa representava o status. Retirando a roupagem externa, todos os homens se tornavam iguais. Era esse o sentido.

Cap. 20
Davi conversa com Jônatas sobre Saul. Fizeram juntos um teste, Davi ficaria escondido no campo durante 3 dias. Jônatas diria que Davi estava em Belém. Se Saul ficasse indignado, era o sinal de que realmente queria mata-lo.  Jônatas faz uma aliança com a Casa de Davi. (1Sm 20.16)

Eles combinam algumas palavras como códigos.
Davi ficaria escondido. Jônatas estaria atirando flechas.
Se dissesse ao moço: “As flechas estão para cá de ti” – Davi poderia voltar
Se dissesse ao moço: “As flechas estão para lá de ti” – Davi deveria partir

Conclusão – Saul quase matou o próprio filho com a lança, tamanha era a sua ira.
Jônatas e Davi se despediram.

Cap. 21
Davi foi até o sacerdote Aimeleque.
Aimeleque – filho de Aitube. Foi sacerdote em Israel por volta de 975 aC.
1Sm 21.1-9 – Davi está em fuga, pede pão ao sacerdote e toma do pão sagrado. Também mentiu. Pediu uma arma e tomou a espada de Golias.

Reflexão – embora Davi tivesse mentido, ele estava num momento de desespero. Sua vida e a de seus soldados dependiam daquele alimento. Ele buscava socorro.
O que a lei poderia lhe oferecer? Nada. Ele teve a misericórdia. A justiça naquele dia não tinha valor algum.
O sacerdote morreu pelas mãos de Saul, acusado de ter ajudado Davi, mesmo sem saber de nada.
Mas Jesus também morreu na cruz pelos nossos pecados, sem dever nada.
Logo, temos aqui uma simbologia que começa a prefigurar a salvação pela graça.

Leia Mateus 12.1-8
NAQUELE tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer.
2  E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado.
3  Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam?
4  Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes?
5  Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?
6  Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo.
7  Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.
8  Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor.

1 Sm 21.10-15 – Depois se encontrou com o rei de Gate, Aquis. Mas ele foi reconhecido naquele lugar, por isso se fez de louco, através de gestos e começou a barba. O rei se negou a ficar com ele ali.

Cap. 22

Davi se escondeu na caverna de Adulão.
Adulão – uma antiga cidade cananeia.

Com ele se juntaram todos os homens em apuros, endividados e com outros problemas, um total de 400 homens, dos quais Davi se fez capitão. Porém o profeta Gate mandou Davi ir para Judá.

Saul estava em Gibeá, debaixo de um arvoredo, com sua lança e todos os seus criados. E ficou sabendo que Davi esteve com Aimeleque e que obteve a ajuda dele. Mandou chamar o sacerdote e reclamou com ele sobre a conspiração. Mesmo Aimeleque se defendendo, Saul mandou mata-lo e também aos demais sacerdotes. Naquele dia, 85 sacerdotes foram mortos.

Como se não bastasse, Saul também mandou matar a todos da cidade daqueles sacerdotes – Nobe. Dessa vez, como era a causa “dele” matou homens, mulheres, crianças, bois, jumentos, ovelhas. Quando era uma ordem de Deus, ele retirava os despojos e separava o melhor do gado.

O filho de Aimeleque – Abiatar, escapou e foi até Davi, ficando ali com ele.

Cap. 23

Davi continuava consultando a Deus. Ele livrou a cidade de Queila, cidade dos filisteus.
Saul ficou sabendo e, na sua arrogância, disse que Deus estava dando Davi em suas mãos, já que Queila era uma cidade fechada com portas e ferrolhos.

Mas, novamente, Davi consulta a Deus e foge dali.

Jônatas vai até Davi e o conforta em relação ao seu pai e planeja que Davi seria o rei e ele o segundo. Mas Saul continua a perseguição, com toda sua ira. Porém, o encontrando, teve que voltar apressadamente, pois os filisteus haviam invadido a terra.

Cap. 24

Saul volta a perseguir Davi

Ele entra na mesma caverna que Davi está, porém Davi e seus homens estão no fundo.

Enquanto Saul dorme, ele corta a orla do manto do rei, mas não deixou que os homens o matassem.

E isso foi uma prova da fidelidade de Davi.


Cap. 25
Samuel faleceu.

Sobre o casal: Nabal e Abigail.
Nabal era um homem ruim e sua esposa formosa e de entendimento.
Davi pediu ajuda e ele recusou.
Mas Abigail apaziguou a situação e explicou sobre Nabal a Davi.
Uma mulher estratégica, inteligente e humilde.
Depois disso, ela voltou para casa e Nabal tinha um banquete em casa e estava embriagado. Ela contou a ele o ocorrido no dia seguinte, quando ele estava são.

O coração dele se amorteceu e ele ficou como pedra – provavelmente, Nabal sofreu um sério AVC e morreu em 10 dias.

Mulheres de Davi
Mical (filha mais nova de Saul; foi dada a outro homem, chamado Palti)
Abigail (viúva de Nabal;aceitou o convite de ser mulher de Davi)
Ainoã, de Jizreel (o nome da mulher de Saul era Ainoã, filha de Aimaás)

Cap. 26
Continua a perseguição de Saul.
Novamente Davi poupa a vida de Saul. Tomou a lança dele e a bilha de água (talha, moriga ou vaso de barro). Ninguém percebeu, pois dormiam um sono profundo da parte de Deus. Mais uma vez Davi prova que é fiel.

Cap. 27
Davi foi para Gate, ficar com o rei Aquis. O rei deu a ele a terra de Ziclague, onde permaneceu durante 1 ano de 4 meses. E durante esse tempo sempre atacava os inimigos.
 Cap. 28
A guerra entre israelitas e filisteus continua. Nesse meio tempo, Saul desterra adivinhos e encantadores. Lembrando que a maioria dos profetas de Deus foi morta por ele. Deus continuava em silêncio com Saul. Nessa ocasião, Davi estava ao lado de Aquis, que era um filisteu de Gate, o seu refúgio.

Saul temeu e pediu uma mulher com espírito de feiticeira. Saul foi até ela disfarçado, de noite. Ela, sem saber que ele era Saul, disse que temia, pois o rei havia mandado matar todos os adivinhos e encantadores.

Saul pede para falar com Samuel (acreditando poder falar com os mortos)
Perceba que a feiticeira pede para o espírito “subir” e não descer. Logo, conclui-se da parte de quem era o espírito.

Ela disse que via “deuses que subiam da terra”. E disse que viu um homem ancião, envolto numa capa. Saul acreditou ser Samuel e falou com aquele espírito.

E aquele espírito disse que Deus entregaria a Israel nas mãos dos filisteus e que no dia seguinte, até mesmo Saul estaria com ele, ou seja, no mundo dos mortos. Saul já estava fraco, pois não comia e nem bebia. Ele desfaleceu, mas a mulher deu comida para ele e seus criados.

Cap. 29
Houve um encontro dos príncipes dos filisteus com os hebreus que estavam com Davi. O rei Aquis defendeu Davi, mas os príncipes não o queriam por perto. Então, Aquis foi até Davi e o alertou.
A situação foi complicada, pois Davi estaria ao lado dos filisteus nessa guerra, por causa de Saul, que vinha contra ele. Mas Aquis o convenceu a ir embora. Por pouco, Davi não lutou contra o seu próprio povo.

OBS. Monarquia (reino unido, que durou 120 anos)
1º rei – Saul, durante 40 anos (1Sm 9 a 31)
2º rei – Davi, durante 40 anos (1Sm 16 a 1Rs 2)
3º rei – Salomão, durante 40 anos (1Rs 2 a 11)

Relembrando...
Erros de Saul: oferecer sacrifício no lugar do sacerdote; decretar um jejum sem a direção de Deus; desobedeceu a ordem de destruir totalmente os amalequitas; mandou matar os profetas de Deus; consultou uma pitonisa, na esperança de ter contato com Samuel.

Cap. 30
Ziclague, cidade onde Davi estava morando foi saqueada e queimada, enquanto Davi estava fora. Levaram cativo todo o povo. Depois de muito chorarem, Davi consultou a Deus, que o mandou perseguir as tropas responsáveis por aquilo (amalequitas). Naqueles tempos, existiam tribos do deserto, conhecidas pelos seus ataques de surpresa e pela crueldade com que tratavam os povos, tanto israelitas quanto filisteus. Para entender melhor, pense no Estado Islâmico atual e suas diversas organizações terroristas, entre eles, existem os extremistas, aqueles que atacam por conta própria.
Reflexão – isso não acontecia somente naquele tempo e, muito menos, de forma exclusiva. Se pararmos para pensar, isso acontece até mesmo entre o povo de Deus de nossos dias. A Palavra é uma só, mas há uma diversidade no entendimento, fazendo com que a igreja se divida, e até mesmo brigue entre si.

Continuando...
Ao todo eram 600 homens, mas 200 estavam cansados demais e pararam no caminho.
Os 400 que seguiram, encontraram um egípcio adoecido e o socorreram. Quando ele recobrou o sentido, descobriram que ele estava nas tropas que destruíram a Ziclague. Então, ele foi o informante de Davi.
Chegaram até a tropa, guerrearam contra eles e somente 400 homens amalequitas escaparam, porque estavam montados em camelos. E Davi salvou a todos, sem faltar nenhum, inclusive todo o despojo e ainda o gado daquelas tropas.

Na volta, reencontraram os 200 que ficaram no caminho e eles comemoraram pela vitória. Mas alguns perversos dos 400, se voltaram contra eles, porque não lutaram junto e sugeriram que se separassem e não queriam dividir os despojos. Mas Davi não deixou isso acontecer, dividindo com os 600 e ainda com os anciãos de Judá.

Cap. 31
A guerra continua (filisteus e israelitas), mas dessa vez muitos israelitas morrem, inclusive os filhos de Saul.

Vendo que os flecheiros os alcançaram, Saul pede ao seu pajem de armas para o matar, assim ele não morreria pelas mãos dos filisteus, mas ele se negou. Então, Saul mesmo se lança contra sua espada e o pajem, vendo aquilo, pensou que Saul estava morto e então faz o mesmo. Os filisteus então tomaram as terras.

No dia seguinte, quando os filisteus foram buscar seus despojos dos mortos, cortaram a cabeça de Saul e de seus filhos e levaram por suas terras, nos templos de seus ídolos e para o povo ver. Era o troféu deles. Isso ainda acontece nos dias de hoje, com os cristãos perseguidos. Os muçulmanos cortam suas cabeças e até jogam futebol com elas (acompanhe as notícias). E os corpos da família real ficaram expostos nos muros. Os israelitas resgataram os corpos, queimaram, sepultaram os ossos e jejuaram por 7 dias.

LIVRO DE 2 SAMUEL

Cap. 01
Um amalequita (povo derrotado) vai até Davi dar as notícias. Ele conta que encontrou Saul (provavelmente agonizando), pedindo para lhe matar e ele matou. Tomou a coroa e o bracelete para dar a Davi. Mas por que ele matou o “ungido do Senhor”, conforme Davi argumenta com ele, ele também morre ali, pelos homens de Davi, da mesma forma.

Ungido do Senhor – essa questão de que não se pode “tocar no ungido do Senhor” é bem polêmica. No contexto bíblico, o “ungido” era aquele escolhido por Deus para intermediar pelo seu povo, num tempo em que não havia ainda se revelado o filho de Deus, Jesus Cristo. Era um tempo de símbolos ou “sombras” de tudo o que viria. Pessoas como Davi, José, Moisés, Isaque, Boaz e até mesmo Arão, Melquisedeque, entre outros sumo sacerdotes, prefiguraram o Salvador e foram uma espécie de tipo de Jesus (tipologia).

Tipo – Antiga Aliança
Antítipo – Nova Aliança

Depois da vinda de Jesus Cristo, o real “Ungido do Senhor”, não há mais Ungidos. Preste atenção ao termo UNGIDO. Existe uma moda em nossos dias que utiliza as palavras: unção, ungir e ungido que distorcem o verdadeiro sentido do termo, no contexto em que estamos estudando.

Unção, ungir e ungido – unção é a consequência direta do ato de ungir. No AT era comum ungir as pessoas com o azeite ou óleo da unção, símbolo do Espírito Santo, sendo derramado sobre a vida de uma pessoa e o objetivo era consagrar ou santificar alguém para realizar um trabalho especial para Deus. Profetas, reis e sacerdotes eram pessoas separadas e ungidas, pois realizavam um trabalho para toda uma nação. Eram os escolhidos de Deus.

Hoje em dia, embora as pessoas se baseiem na Bíblia para “ungir as pessoas com o óleo”, na verdade, elas estão repetindo um símbolo do AT que já se revelou. Certo ou não, ninguém depende de algumas gotas de óleo brilhando em sua testa para realizar a obra de Deus.

Nem tampouco, a pessoa “ungida” para fazer um trabalho especial, seja de pastor, missionário, presbítero, bispo e tantos outros cargos listados e hierarquizados, se torna “intocável”. Afinal de contas, todo ser humano erra, e quando erra precisa se concertar. A questão é que até o erro parece se tornar intocável. Isso acontece muito em nossos tempos e “ninguém toca no assunto” e por quê? Por que não se pode tocar no “Ungido do Senhor”?

Será isso mesmo? Por que o “Ungido do Senhor” que Davi tanto respeitou, era uma pessoa que deveria representar ou fazer o “tipo de Jesus”. Sacerdotes, reis e juízes estavam ali para isso. Mas Jesus já veio! E como fica a Palavra de Deus que nos diz:

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1Pe 2.9)

Agora que temos o “Ungido” e também o Espírito Santo de Deus sobre as nossas vidas, devemos preparar o “altar” que é um momento, devemos aceitar o “sacrifício” feito na cruz e ao mesmo tempo ser o sacrifício vivo e viver em Cristo. E como podemos viver tudo isso ao mesmo tempo, tendo como centro Jesus Cristo, se colocarmos um outro “ungido” e seguir em frente com um jugo apertado e um fardo pesado?

As pessoas ungidas para nos ensinar a Palavra de Deus e mostrar o caminho certo não substituem a presença do Ungido em nossas vidas.
Portanto, quando elas profanam a “igreja” que somos todos nós, inclusive eles, qual o problema em “tocar no assunto”?

Obs.: Não relacione esse estudo com a questão  dos apóstolos, profetas, pastores, etc.
O assunto em pauta não desqualifica as posições citadas

"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres,
depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas."  (I Coríntios 12 : 28)

"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,"  (Efésios 4 : 11)


Continuando...
E Davi, lamentando a morte de Saul, diz a todos que ensinem o “uso do arco” aos filhos de Judá, citação no livro de Jasher.

Uso do arco – os homens da tribo de Benjamin eram por tradição “arqueiros”.

Livro de Jasher (2Sm 1.18) – livro apócrifo paralelo ao Pentateuco, escrito posteriormente ao livro de Êxodo. O Livro também é citado em Js 10.13

“E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”.

É bom que se mencione que Jasher merece o título de apócrifo, pois há nele, inúmeros textos que claramente indicam sua falta de inspiração, uma vez que reporta usos e costumes contrários à lei de Moisés, quando relata casos de necromancia, feitiçaria, lendas, controle sobre a mente de demônios, entre outros.

Davi lamenta a morte de Saul e Jônatas
Faz elogios a eles, dizendo que eram mais ligeiros do que as águias e mais fortes do que os leões.
Cap. 02 (2 Samuel)

Davi consultou a Deus para saber onde ir e foi para Hebrom com as suas duas mulheres, e seus homens, pela direção divina. E ali ele foi ungido a rei pela tribo a qual pertencia – Judá.

Davi tomou conhecimento sobre o povo que enterrou Saul, de Jabes-Gileade (relembrando, são as tribos de Rúben, Gade e meia tribo de Manassés).

Abner, que era capitão do exército de Saul, fez de Isbosete, filho de Saul, o novo rei de Gileade.

Rei Isbosete (2 anos / Abner) – Efraim, Benjamim, Rúben, Gade, Manassés, Simeão, Zebulom, Issacar, Dã, Aser, Naftali.

Rei Davi (7 anos e 6 meses / Asael, Joabe, Abisai) – Judá

E houve guerra entre o povo de Israel (11 contra 1).
Davi perdeu Asael e mais 19 homens.
Isbosete perdeu 360 homens.

Cap. 03

A guerra continua...
Houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. Davi, porém, ia se fortalecendo.

Filhos de Davi, nascidos em Hebrom (2Sm 3.1-6)
Amnon (de Ainoã)
Quileade (de Abigail)
Absalão (de Maaca)
Adonias (de Hagite)
Sefatias (de Abital)
Itreão (de Eglá)

Aliança entre Abner e Davi
Abner fica com a concubina de Saul (Rispa) e Isbosete (rei e filho de Saul) ficou contrariado. Os dois discutiram. Abner ameaçou confirmar o trono de Davi sobre Israel.

E tentou um acordo, durante um banquete. Davi fez uma exigência – ele queria Mical, sua primeira esposa (filha de Saul). Mandou um recado a Isbosete e ele mandou a Mical para Davi. O marido dela foi chorando pelo caminho.

Obs.: Note como a mulher parecia mais um patrimônio dos homens, do que suas esposas ou ajudadoras. Não eram consultadas e não importava a vida que estavam levando no momento. Primeiro, ela foi tirada de Davi e dada a outro homem. Depois, tirada desse homem e devolvida a Davi.

Abner fala com os anciãos de Israel e confirma que Davi será o rei.

Joabe mata Abner
Joabe, que defendia Davi, ficou contrariado quando soube que os dois haviam feito o acordo. Na verdade, Joabe não gostava de Abner, pois ele tinha matado seu irmão Asael.

Texto que comprova que Asael era irmão de Joabe:
"E estavam ali os três filhos de Zeruia, Joabe, Abisai, e Asael; e Asael era ligeiro de pés, como as gazelas do campo."  (II Samuel 2.18)

Textos que ilustram a morte de Asael pelas mãos de Abner
"Então Abner tornou a dizer a Asael: Desvia-te de detrás de mim; por que hei de eu ferir-te e dar contigo em terra? E como levantaria eu o meu rosto diante de Joabe, teu irmão?"  (2 Samuel 2.22)

"Porém, não querendo ele se desviar, Abner o feriu com a ponta da lança pela quinta costela, e a lança lhe saiu por detrás, e caiu ali, e morreu naquele mesmo lugar; e sucedeu que, todos os que chegavam ao lugar onde Asael caiu e morreu, paravam."  (2 Samuel 2.23)

Joabe mata Abner “olho por olho, dente por dente”
“Voltando, pois, Abner a Hebrom, Joabe o levou à parte, à entrada da porta, para lhe falar em segredo; e feriu-o ali pela quinta costela, e morreu, por causa do sangue de Asael seu irmão. (2Sm 3.27)

2Sm 3.28-30
Davi ficou indignado e proferiu palavras de maldição sobre a vida de Joabe. Ele chorou e pranteou muito pela morte de Abner.

Cap. 04
Isbosete (rei), filho de Saul, recebeu a notícia. Mas ele também foi atacado enquanto dormia, por Recabe e Baaná, que arrancaram sua cabeça e levaram até Davi. Davi, no entanto, não aprovou o que fizeram e mandou mata-los.

Informação (2Sm 4.4) – Jônatas deixou um filho chamado Mefibosete, que era aleijado de ambos os pés.

Cap. 05
Início do reinado de Davi
E como o rei Isbosete estava morto, todas as tribos de Israel foram até Davi, que obteve toda a autoridade política para ser o rei deles também. Davi fez acordo com todos os anciãos, em Hebrom. Ele estava com 30 anos quando começou a reinar. Sobre Judá reinou durante 7 anos e 6 meses; mais 33 anos sobre todo Israel. Seu reinado durou, portanto, 40 anos.

Davi tomou a fortaleza de Sião
Lutaram contra os jebuseus daquela terra, que passou a ser conhecida como “cidade de Davi”. Ele então centraliza toda a religiosidade israelita em Jerusalém.

Na ocasião, o rei de Tiro (Hirão) mandou materiais para a construção de uma casa para Davi, bem como carpinteiros e pedreiros. Ele foi amigável, mas agia politicamente, mantendo assim um bom relacionamento com Davi, visando a paz e a estabilidade comercial de seu reinado.

Davi e as mulheres
Em Jerusalém, Davi teve mais concubinas.

Concubina – o concubinato é um termo jurídico que especifica uma união não formalizada. Não é como o casamento civil, mas é considerada união estável, aceita por lei, mas rejeitada moralmente, em algumas culturas, é claro. No Brasil, por exemplo, é considerado adultério, e o termo mais usado é “amante”.

Lembre-se que, as leis que aprovam essa decisão da poligamia, é a lei humana e não a lei de Deus.

Filhos de Davi, nascidos em Jerusalém (2Sm 5.13-16)
Samua / Sobabe  Natã
Salomão / Ibar / Elisua
Nefegue / Jafia / Elisama
Eliada / Elifelete
Davi derrotou os jebuseus que moravam em Jerusalém, mas os filisteus, quando souberam que ele estava reinando, partiram para uma nova guerra. Davi consultou a Deus, que confirmou que ele deveria ataca-los. E venceu, naquele primeiro momento.

Houve um novo ataque, mas Deus disse para Davi não subir, e sim, rodear os inimigos por trás. Davi fez exatamente como Deus ordenou, e novamente venceu.

Cap. 06
Arca da Aliança em Jerusalém
A arca estava em Baalim de Judá e Davi foi busca-la para estabelecê-la então em Jerusalém. Lembra-se do paradeiro da Arca? Vamos recapitular a aula 29:

A Arca estava na cidade de Asdode, na casa de Dagom, que era o deus nacional dos filisteus. Eles sofreram terríveis tumores (hemorroidas), então mandaram a Arca para Gade, depois Ecrom, Bete-Semes (a cidade dos levitas) e por fim para Quiriate-Jearim, onde permaneceu durante 20 anos, na casa de Abinadabe, onde Eleazar, seu filho, foi o sacerdote responsável por ela.

Baalim de Judá – essa cidade também era conhecida por Quiriate-Jearim, logo, a Bíblia está falando da mesma cidade. Os nomes das cidades sofriam alterações, dependendo dos povos que habitavam nelas. Veja:

"Então este termo vai desde a altura do monte até à fonte das águas de Neftoa; e sai até às cidades do monte de Efrom; vai mais este termo até Baalá (esta é Quiriate-Jearim)."  (Josué 15.9)
"Quiriate-Baal (que é Quiriate-Jearim), e Rabá; duas cidades e as suas aldeias."  (Josué 15.60)

Davi comemora a “presença de Deus”
“E Davi, e toda a casa de Israel, festejavam perante o SENHOR, com toda a sorte de instrumentos de pau de faia, como também com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos. (2Sm 6.5)

Pau de faia – é o nome popular de uma árvore. O termo simplesmente descreve o tipo de madeira usada para a confecção dos instrumentos. Em nossos dias, há uma diversidade de instrumentos feitos com madeira. Veja alguns modelos medievais e clique nos links para ouvir um pouco do som de cada instrumento, assim vc poderá imaginar como eram os sons musicais nos templos bíblicos. Caso não consiga entrar nos links apenas clicando, copie e cole no google.

Balafon

Kalimba

Flautas
 Quando a Arca estava chegando, Uzá pegou nela, porque os bois a faziam ficar pendurada. Mas por esse motivo Deus o feriu e ele morreu. Davi temeu o Senhor por causa disso e mandou a Arca para a casa de Obede-Edom, onde permaneceu durante 3 meses. (Esse texto ilustra como o povo não sabia mais como lidar com a presença de Deus).

Obede-Edom – foi um israelita da tribo de Levi, o giteu, ou seja, morador de Gate. A descendência dele serviu ao Senhor fazendo parte dos cantores dos turnos de adoração 24 horas diante da arca da aliança.
“E Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel, e Azazias, com harpas, sobre Seminite, para sobressaírem. E Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo de dirigir o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido”. (1Cr 15.21-22)

Sucedeu, pois, que Davi e os anciãos de Israel, e os capitães dos milhares, foram, com alegria, para fazer subir a arca da aliança do SENHOR, da casa de Obede-Edom”. (1Cr 15.25)

Obede-Edom foi muito abençoado por causa da Arca (presença de Deus) em sua casa.
“Então avisaram a Davi, dizendo: Abençoou o SENHOR a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tem, por causa da arca de Deus; foi pois Davi, e trouxe a arca de Deus para cima, da casa de Obede-Edom, à cidade de Davi, com alegria”. (2Sm 6.12)

Bênçãos que Obede-Edom recebeu:

Foi designado Guardião da Arca – “E Sebanias, Jeosafá, Netanel, Amasai, Zacarias, Benaia, e Eliezer, os sacerdotes, tocavam as trombetas perante a arca de Deus; e Obede-Edom e Jeías eram porteiros da arca. (1Cr 15.24)

Porteiro do Santuário – “Designaram, pois, os levitas a Hemã, filho de Joel; e dos seus irmãos, Asafe, filho de Berequias; e dos filhos de Merari, seus irmãos, Etã, filho de Cusaías. E com eles a seus irmãos da segunda ordem: a Zacarias, Bene, Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaia, Maaséias, Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, e Jeiel, os porteiros. (1Cr 15.17-18)

Músico – “E os cantores, Hemã, Asafe e Etã, se faziam ouvir com címbalos de metal. E Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias, e Benaia, com alaúdes, sobre Alamote: e Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel, e Azazias, com harpas, sobre Seminite, para sobressaírem”. (1Cr 15.19-21)

Ministro de Adoração – “E pôs alguns dos levitas por ministros perante a arca do SENHOR; isto para recordarem, e louvarem, e celebrarem ao SENHOR Deus de Israel. Era Asafe, o chefe, e Zacarias o segundo depois dele; Jeiel, e Semiramote, e Jeiel, e Matitias, e Eliabe, e Benaia, e Obede-Edom, e Jeiel, com alaúdes e com harpas; e Asafe se fazia ouvir com címbalos”. (1Cr 16.4-5)

Líder de 68 pessoas –“ Então Davi deixou ali, diante da arca da aliança do SENHOR, a Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente perante a arca, segundo se ordenara para cada dia. E mais a Obede-Edom, com seus irmãos, sessenta e oito; a este Obede-Edom, filho de Jedutum, e a Hosa, deixou por porteiros”. (1Cr 16.37-38)
Tesoureiro do ouro e da prata do Santuário – “Também tomou todo o ouro, a prata, e todos os utensílios que se acharam na casa de Deus com Obede-Edom, e os tesouros da casa do rei, e os reféns; e voltou para Samaria”. (2Cr 25.24)

Foi pai de 8 filhos – “E os filhos de Obede-Edom foram: Semaías o primogênito, Jozabade o segundo, Joá o terceiro, e Sacar o quarto, e Natanael o quinto, Amiel o sexto, Issacar o sétimo, Peuletai o oitavo; porque Deus o tinha abençoado”. (1Cr 26.4-5)

Teve uma família numerosa – “Todos estes foram dos filhos de Obede-Edom; eles e seus filhos, e seus irmãos, homens valentes e de força para o ministério; ao todo sessenta e dois, de Obede-Edom."  (1Cr 26. 8)

A Arca chega a Jerusalém
Motivo de festa para Davi, a chegada da Arca trouxe alegria a todos. O povo comeu na presença do rei. Sacrifícios foram feitos. Davi saltou com todas as suas forças e bailou na presença de Deus. Mas foi desprezado por Mical, sua primeira esposa.

“E, voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, a filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios”. (2Sm 6.20)
Sem pejo – quer dizer sem pudor, sem vergonha, sem constrangimento.
Descobrir-se – simplesmente tirar a armadura ou a capa, fazer-se igual aos outros.

Pelo fato de Mical chamar Davi de “vadio”, demonstra que ela sentiu ciúme dele, pois ela cita que ele se descobriu aos olhos das “servas dos servos”, ou seja, das mulheres.
Ele responde dizendo que foi perante Deus que o fez, e que faria ainda mais, que se envileceria, ou seja, se humilharia na presença do Senhor. A passagem ainda cita que Mical foi estéril até o dia de sua morte.

Cap. 07
Davi disse a Natã (profeta) que não estava contente em morar em casa de cedro, enquanto a Arca de Deus estava dentro de cortinas. Mas Deus tinha andado com o povo, estando em tenda (cabana, barraca).

Embora Deus tivesse afirmado que não “habitava em casas”, ou seja, ele não precisava de um espaço físico para se manifestar às pessoas, ele permitiu que lhe fosse construída uma casa, mas por um filho de Davi, no caso, Salomão.

Preste atenção ao que Deus disse a Davi. Se coloque agora no lugar de Davi, e pense exatamente de onde Deus tirou você e o que fez pela sua vida. Perceba como é lindo:
“Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses o soberano sobre o meu povo, sobre Israel. E fui contigo, por onde quer que foste, e destruí a teus inimigos diante de ti; e fiz grande o teu nome, como o nome dos grandes que há na terra.
E prepararei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar, e não mais seja removido, e nunca mais os filhos da perversidade o aflijam, como dantes, e desde o dia em que mandei que houvesse juízes sobre o meu povo Israel; a ti, porém, te dei descanso de todos os teus inimigos; também o SENHOR te faz saber que te fará casa”. (2Sm 7.8-11)
A resposta de Davi ao Senhor é igualmente impressionante (2Sm 7.18-29)

Cap. 08
Davi venceu a guerra contra os filisteus, moabitas, sírios, amonitas, edomeus, entre outros povos. Muitos morreram e os que sobreviveram tiveram que pagar tributos para viver naquelas terras. E todo o Israel teve guarnição (força militar).
Comandante – Joabe era responsável pelo exército.
Cronista – Jeosafá era uma espécie de historiador. Os cronistas do antigo Israel eram oficiais de grande responsabilidade, pois eram eles que relatavam os acontecimentos do reino e também eram os conselheiros.
Sacerdotes – Zaidoque e Aimeleque.
Escrivão – Seraías. Ele ocupava uma posição de dignidade e influência, pois como escrivão, era encarregado de escrever atas, termos de processo, julgamentos e também informava ao povo as leis e decretos do Estado.

Cap. 09
Davi se lembra da casa de Saul e fica sabendo da existência do filho de Jônatas (Mefibosete), através de Ziba. Ele morava em Lodebar. Davi manda chama-lo, e a partir daquele dia, Mefibosete passou a comer na mesa do rei.
Se Jônatas tivesse sobrevivido à guerra, ele teria um neto chamado Mica.

Cap. 10
Houve um conflito quando o rei de Amon (que era bom para Davi) morreu e seu filho Hanun lhe sucedeu. Davi mandou seus soldados para consolar o novo rei, mas seus conselheiros acharam que Davi estava sondando a terra para ataca-los. Houve uma guerra entre eles e Davi venceu.

Cap. 11
Houve uma ocasião em que os israelitas foram para a guerra e Davi ficou em sua casa real, passeando pelo terraço. Num momento de distração, avistou uma linda mulher que estava se banhando – Bate-Seba.

Bate-Seba – filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu, um dos fieis soldados do rei Davi.
Heteu – descendente de Hete (Cam – Canaã – Hete)

Naqueles tempos, os reis eram bem sucedidos quando queriam seduzir qualquer mulher, mas era uma transgressão perante a lei mosaica e um pecado aos olhos de Deus.
Estes parecem ser os maiores pecados de Davi – seduzir uma mulher casada e depois expor Urias à morte em uma batalha.
Bate-Seba engravidou e logo após a morte de Urias (planejada por Davi), tornou-se esposa do rei. Nasceu um menino, mas morreu por juízo divino.

Fidelidade de Urias e mau exemplo de Davi
Quando Davi fica sabendo da gravidez de Bate-Seba, manda chamar Urias e recomenda que ele vá até sua casa lavar os pés (descansar), e obviamente, ficar com sua esposa. Mas ele rejeita a oferta e passa a noite à porta do palácio; se justifica dizendo que a Arca ficou em tendas, e que Joabe (o capitão) junto com os soldados estavam acampados, por isso, ele não achou justo ter qualquer tipo de privilégio, mostrando assim, ser leal aos seus companheiros.

Davi ainda insistiu que ele ficasse mais um dia, comeram juntos e o rei o embebedou, na tentativa de fazê-lo ir até sua casa. Mas ele não foi.

Cap. 12
Natã era o profeta na época. Ele conta uma parábola a Davi, sobre o homem rico e o homem pobre, ao que ele não se identifica a princípio. O rei fica irado com o ocorrido na parábola.

Natã então revela a Davi: “Tu és esse homem”, e entrega a ele a profecia:
“Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher”. (2Sm 12.10)

“Assim diz o SENHOR: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol. (2Sm 12.11-12)

Depois disso, a criança que Davi teve com Bate-Seba adoeceu e morreu. Ele chorou e jejuou durante sete dias. Após a morte da criança, Davi se levantou e seguiu a vida, pois não adiantaria mais se lamentar.

Bate-Seba engravidou novamente e lhe nasceu Salomão.

Jedidias – “Jedid-Jah”, este foi o segundo nome de Salomão, dado pelo profeta Natã e quer dizer “querido do Senhor”. Esse costume de dar às crianças um segundo nome ainda existe no Oriente.

Mais uma guerra
A vitória de Davi mostra que Deus ainda era com ele. Houve uma peleja contra Rabá, dos filhos de Amon. Israel venceu e tomou dessas terras muitos despojos, além de tornar aquele povo escravo, para trabalhar nas serras, talhadeiras e forno de tijolos.

Cap. 13
Incesto
Amnon foi o primogênito de Davi, com sua esposa Ainoã.
“E a Davi nasceram filhos em Hebrom; e foi o seu primogênito Amnom, de Ainoã a jizreelita”. (2Sm 3.2)

“... e o terceiro Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesu”. (2Sm 3.3)

Esse terceiro filho, tinha uma irmã chamada Tamar.
Amnon – filho de Davi com Ainoã.
Tamar – filha de Davi com Maaca.
E Amnon se apaixonou pela meia-irmã, que era virgem. Amnon tinha um amigo chamado Jonadabe (que era sobrinho de Davi; então além de amigo, eram primos). Jonadabe era muito sagaz, ou seja, astuto, malicioso, poderíamos chama-lo de “espertinho”.

Os dois conversaram sobre o motivo de Amnon estar “doente” e “perdendo peso”. Ele dizia “amar” a Tamar, ao que Jonadabe armou um plano. Amnon se fingiu de doente e pediu que a irmã fosse cuidar dele. Será que podemos chamar esse sentimento de “amor”?

Estupro
Amnon conseguiu ficar sozinho com Tamar em seu quarto e a violentou sexualmente. (2Sm 13.11-13).
E o amor se foi logo em seguida do seu ato violento, e ele passou a sentir ódio dela. O que isso pode realmente significar?

Psicologia – O perfil do estuprador
Segundo a psicologia a intenção do estuprador é sempre: agredir, ferir e humilhar. Mas, normalmente, não se percebe sua intenção, pois o estuprador, na maioria das vezes, é um cidadão bem integrado à sociedade e não é tido como uma pessoa violenta.

Não há muitos estudos sob a ótica da Psicologia para explicar o estereótipo de um estuprador. Há, porém, um trabalho único no Brasil, feito pelo psicólogo José Aloísio Rezende, da Secretaria de Segurança do Estado de Sergipe, que se dedica há 5 anos a desvendar os abismos inconscientes de estupradores confessos (2009-2014).

Seus estudos comprovam que o nível de inteligência da maioria é normal ou acima do normal, mas não há como detectar o motivo pelo qual o estuprador comete o crime. Ele descobriu também que, em muitos casos, o estuprador não enxerga a vítima como “uma pessoa”, mas como o seu objeto de desejo.

Perceba que, o sentimento de Amnon por Tamar está bem longe de ser “amor”. E o ódio que ele sente dela, após o estupro, ilustra bem o seu “transtorno mental”.

Assassinato – Absalão (irmão de Tamar) guarda o ódio que sente por Amnon
Durante 2 anos, Absalão alimentou ódio pelo meio-irmão, até que planejou sua morte. Durante uma festa, com todos os filhos do rei, fez com que seus servos o matassem.

Obs.: embora os acontecimentos sejam horríveis, eles não se dão num ambiente pobre, entre pessoas ignorantes e sujas. O ambiente é nobre, estamos falando dos filhos do rei, príncipes e princesas. Lembre-se das profecias ditas pela boca do profeta Natã: não se apartará a espada jamais da tua casa!

Após o assassinato, disseram a Davi que todos os seus filhos estavam mortos, mas Jonadabe esclareceu a situação, porque ele conhecia os fatos. Absalão fugiu. Depois de 3 anos, o rei Davi (seu pai) sentiu saudade dele.

Cap. 14
Joabe percebeu a tristeza do rei e elaborou um plano, com a intenção de restaurar a amizade entre pai e filho (Davi e Absalão, que estava exilado).

Ele manda uma mulher até Davi, que se faz de viúva e finge ter sofrido uma injustiça. A história que Joabe mandou aquela mulher contar dizia o seguinte: ela tinha 2 filhos, os dois tiveram uma briga e um deles foi assassinado. A família queria se vingar pela morte de um dos irmãos, e a mulher pede a Davi para proteger esse filho assassino, por que ele era o único herdeiro. A história, na verdade, ilustra em partes a própria história que Davi estava vivendo.

Davi entende o recado
Davi prometeu proteger o filho da viúva, mas logo depois percebeu que era um plano de Joabe, apenas para amolecer seu coração. Se ele defenderia um desconhecido, não protegeria seu próprio sangue? O plano de Joabe não era interesseiro, mas um plano de reconciliação.

Absalão já tinha sua própria família, 3 filhos e 1 filha, à qual deu o nome de Tamar (provavelmente uma homenagem à sua irmã). Dois anos se passaram, e ele não conseguiu viver com o desprezo de seu pai. Ele mandava chamar a Joabe, que não comparecia, até que mandou colocar fogo nas terras dele, com plantações de cevada, obrigando Joabe a a comparecer. Enfim, ele conseguiu um encontro com Davi. Os dois se reconciliaram.

Reflexão sobre Joabe – embora tivesse sido um capitão leal e um homem de bom coração, ele também foi violento. No caso de Absalão, ele se empenhou na reconciliação, mas quando percebeu que o filho do rei se rebelou, ele não pensou duas vezes em acabar com a vida dele. No caso de Bate-Seba, quando Davi cometeu adultério, ele foi cúmplice na morte de Urias, e pronto para executar as ordens do rei, sem ao menos questionar ou aconselhar. A Bíblia não relata episódios em que Joabe consultava a Deus antes de tomar suas decisões.

Cap. 15
Agora Absalão começa a atrapalhar o reinado de Davi, querendo ser o “juiz do povo”. E, algumas pessoas se inclinavam diante dele, e ele beijava suas mãos, ou seja, aceitava a glória do rei. “Ele furtava os corações dos homens de Israel” (2Sm 15.6).
Absalão se rebela contra Davi. 40 anos se passaram. Absalão teve um plano e foi para Hebrom, mandou espias por todas as tribos de Israel e instruiu o povo a dizer, ao som das trombetas: “Absalão reina em Hebrom”.

Davi ficou sabendo e entendeu que todo o povo tinha o coração seguindo a Absalão. Ele temeu o que poderia acontecer e fugiu com seus servos, à pé. Homens foram se juntando a ele. Até um povo estrangeiro queria ir junto com Davi. Ele, porém, sempre mandava as pessoas voltarem. Quem caminhava com Davi, chorava pela situação. Até mesmo Aitofel, que era o conselheiro pessoal de Davi estava com Absalão.

Husai ajuda Davi
Mas Husai, amigo de Davi, aceitou ajuda-lo. Davi pediu para que ele se oferecesse como servo de Absalão. Estando entre eles, poderia mandar notícias a Davi, sobre todos os planos de seu filho. Husai foi uma espécie de espião de Davi.
Cap. 16
Ziba (servo de Mefibosete) também apareceu dizendo que iria ajudar, mas era uma cilada.
Simei (da linhagem de Saul) aparece jogando pedras em Davi e amaldiçoando-o, chamando Davi de “homem de sangue” e “filho de Belial”.
Davi e seus homens seguiram em frente, apesar de tudo.
Husai chega até Absalão e consegue convecê-lo de que estava do lado dele. E Aitofel começa a dar conselhos.

Manda Absalão possuir as concubinas de Davi, que tinham ficado para tomar conta da casa. Ele fez isso na frente de todo o povo de Israel, estendendo uma tenda no terraço. E os conselhos de Aitofel eram recebidos como se fossem conselhos de Deus.

Cap. 17
Aitofel queria matar Davi e Absalão concordou. Mas ao pedir conselhos a Husai (amigo de Davi e espião), ele discordou e armou outro plano. Absalão ficou do lado de Husai.

E conforme o combinado, Husai contou tudo a Zadoque e Abiatar (sacerdotes) para que avisassem a Davi.

Aitofel, vendo que não seguiram seus conselhos, voltou para sua casa e se enforcou.

E, embora a maioria do povo estivesse com Absalão, Davi recebeu a ajuda necessária dos verdadeiros amigos. Não lhe faltou bons conselhos, nem comida e nem água.

Cap. 18
Davi organizou os soldados e os dividiu em 3 grupos, com seus respectivos comandantes: Joabe, Abisai (sobrinho de Joabe) e Itai.

E mesmo sabendo que Absalão procurava mata-lo, Davi pediu para que tratassem bem a Absalão. Os homens de Davi mataram 20 mil homens israelitas.

Absalão ficou pendurado nos galhos de um carvalho. Joabe foi até ele e o matou com 3 dardos (flechas), traspassando o coração dele.

Dois mensageiros correram para dar as notícias a Davi. Aimaás, o primeiro, não contou. Cusi disse a verdade e Davi chorou por Absalão.

Cap. 19
E a alegria do povo por causa da vitória se transformou em tristeza, porque Davi chorava.

O general Joabe entrou e disse que Davi estava envergonhando o povo, amando o inimigo e odiando os amigos. Davi decide sair e ter com o povo.

Aqueles que traíram Davi, se arrependeram (era conveniente...)

Resultado: no final das contas houve uma divisão entre os hebreus:
1.      Homens de Israel
2.      Homens de Judá (mais forte)
Davi quer Amasa por capitão, em lugar de Joabe
Davi ficou contrariado por Joabe ter matado seu filho Absalão e decidiu substituir seu general de guerra.

Amasa – era filho de Jéter (ou Itra) e de Abigail, irmã de Davi (1 Cr 2.17). Logo, Amasa era sobrinho de Davi.

Cap. 20
Seba (um benjamita) causou confusão ao dizer que “Israel” não tinha parte com Judá, na tentativa de dividir o reino.

Quando Davi retornou ao reino, todas as suas 10 mulheres, suas concubinas e as deixou numa casa, protegidas, mas nunca mais esteve com elas, e viveram como viúvas.

Amasa se encontrou com Joabe, e foi morto à espada, pela quinta costela. Na quinta costela se posiciona justamente o coração. Veja:
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Joabe continuava do lado de Davi, e após matar Amasa, seguiu em busca de Seba (que queria dividir o reino). E antes que ele invadisse a cidade onde ele estava, uma mulher sábia falou com Joabe, explicando que aquele povo era pacífico. Joabe pediu apenas Seba. E ela mandou cortar a cabeça dele e jogaram pelo muro.
Joabe comandava todo o exército de Israel e voltou para Davi, em Jerusalém.

Organização
General ou comandante de Israel – Joabe
Comandante dos quereteus e peleteus – Benaia (filho de Joiada)
Cobrador de Impostos – Adorão
Cronista – Ailude
Escrivão – Seva
Sacerdotes – Zadoque e Abiatar
Oficial-mor de Davi - Ira

Cap. 21
Houve um tempo de escassez (fome) durante 3 anos. Davi consultou a Deus e descobriu que o motivo da fome era culpa de Saul, que matou os gibeonitas (juízo de Deus).

Gibeonitas – esse foi o povo que enganou Josué (Js 9.3 em diante). Embora eles tivessem enganado o povo de Israel, eles deram sua palavra, diante de Deus, e fizeram aliança com esse povo, ou seja, um pacto que lhes poupava a vida.

Embora não haja relatos anteriores de que Saul atacou o gibeonitas, no livro de 2 Samuel é a voz do próprio Deus dizendo que ele o fez.
Sabemos que Deus é um Deus de justiça, e ainda que tenha se passado muitos anos, Deus providenciou o momento certo para reparar o erro e para garantir sua Palavra.

Para fazer justiça, Davi teve uma conversa com eles e perguntou o que queriam. Eles pediram 7 filhos da descendência de Saul, para que os enforcassem. Davi tentou poupar Mefibosete, porque tinha feito uma promessa a Jônatas. Mas o rei o tomou estre os sete e enforcou a todos.

Quatro guerras contra os filisteus
Davi lutou tanto que ficou cansado. Isbi-Benobe que era filho dos gigantes queria ferir Davi, mas Abisai o socorreu, feriu o filisteu e o matou. E venceram as quatro batalhas.

Cap. 22
Cântico de Davi
“O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador. Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio...”. (2Sm 22.2-3)

Música inspirada (Toque no Altar – Meu amado)

Cap. 23
Últimas palavras de Davi (Ler)
Disse, inspirado pelo Espírito de Deus, estas palavras proféticas:
“Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus. E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra”. (2 Sm 23.3-4) Ele falou de Jesus!
Relação dos poderosos que estiveram ao lado de Davi (2Sm 23.8)

Cap. 24
Deus ficou irado e mandou Davi contar Judá e Israel. Ele mandou Joabe contar e ele disse que Deus poderia simplesmente multiplicar por 100 vezes aquele povo. Mas a vontade de Davi prevaleceu.
Joabe percorreu todas as terras e demorou 9 meses e 20 dias para concluir o censo:

Israel – 800 mil homens de guerra
Judá – 500 mil himens

Pesou o coração de Davi e pediu perdão a Deus. E Deus falou com ele através de Gade (profeta e vidente de Davi).

“Assim diz o SENHOR: Três coisas te ofereço; escolhe uma delas, para que ta faça (2Sm 24.12)

1) Queres que sete anos de fome te venham à tua terra; 2) ou que por três meses fujas de teus inimigos, e eles te persigam; 3) ou que por três dias haja peste na tua terra? (2Sm 24.13)


Davi escolheu a peste de 3 dias
70 mil homens morreram. Havia um anjo com a mão estendida sobre Jerusalém. Novamente a Bíblia diz que Deus se arrependeu e mandou o anjo interromper a peste.

Davi viu o anjo. E ele disse a Deus que era o culpado e que não era justo ver aquelas “ovelhas” perecendo. E pediu que a mão de Deus fosse sobre a vida dele e da casa de Jessé (tribo de Judá).

O profeta Gade foi até Davi naquele mesmo dia e, da parte de Deus, disse para o rei fazer um altar na eira de Araúna para sacrifícios e, dessa forma, cessar o castigo sobre o povo. E assim aconteceu!

Termina aqui o livro de 2 Samuel. (Retrospectiva)
1SAMUEL
Originalmente, os livros 1 e 2 eram um só livro (organizados em 1 na Septuaginta)
Tempo de história, período aproximado de 100 anos (1100 aC até 1000 aC)
Foi escrito por volta de 40 anos depois dos acontecimentos (960 aC)
Samuel foi líder nacional, sacerdote, profeta, juiz durante todos os dias de sua vida
Filho de Ana e Elcana; oração e cântico de Ana; Sacerdote Eli, aquele que errou como pai
O povo rejeitou seus filhos que pecavam na Porta da Tenda da Congregação
O povo pediu por um rei e Saul (Benjamin)
Saul foi ungido; a força das profecias daqueles tempos
Arca da Aliança na casa de Dagom (centro de adoração idólatra)
Guerras entre israelitas e filisteus (amonitas, amalequitas
Samuel instrui a respeito da política da Monarquia
Transição entre Teocracia e Monarquia, reino renovado
Davi é ungido, espírito mau sobre Saul, amizade com Jônatas, Davi mata Golias
Davi levava comida aos irmãos ao arraial (velho arraial é a lei; fariseus e saduceus)
Abriu espaço para o tema “jugo e fardo” ; “Arrependimento de Deus”
Jônatas se despoja da capa, armadura, espada, arco (tradição dos benjamitas) e cinto
Davi se destaca entre o povo; Saul passa a perseguir Davi
Davi se esconde na caverna de Adulão
Momento espiritual de Saul, profetiza e entra em transe
Falecimento de Samuel; Nabal e Abigail (segunda esposa de Davi)
Cobrir os pés ou aliviar o ventre
Saul consulta uma pitonisa e tenta falar com Samuel (espiritismo)

2 SAMUEL
Morte de Saul e Jônatas (casa de Saul)
Israelitas lutam entre si (11 contra 1 – Judá)
Abner estava com Isbosete (filho de Saul) e teve um conflito
Aliança entre Abner e Davi; Abner confirma o reinado de Davi sobre todas as tribos
Joabe que estava com Davi, mata Abner (porque Abner tinha assassinado Asael)
Isbosete é morto e Davi recebe toda a autoridade política sobre o povo
Arca da aliança chega em Jerusalém e Davi comemora
Depois fica 3 meses na casa de Obede-Edom, que é muito abençoado
Davi vence ainda várias guerras, depois honra Mefibosete (filho de Saul)
Absalão (primeiro filho de Davi)  furta os corações dos homens de Israel
Durante a guerra, Absalão ficou preso numa árvore e Joabe o mata
Davi tenta trocar de capitão de novo, escolhendo Amasa, Joabe também o mata
Seba, um benjamitas, tenta dividir o reino de novo (Joabe pede a cabeça dele)
3 anos de escassez porque Saul matou os gibeonitas, que tinham aliança com Israel
Davi resolve entregando 7 filhos da casa de Saul para o rei
Davi profetiza a vida de Jesus como rei

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