(29) ISAÍAS / CAPÍTULO 7
Um pouco sobre a Primavera Árabe
Nós falamos sobre as consequências da
Primavera Árabe dentro da Síria. Agora vamos entender o movimento que, apesar
de ter um nome bonito, terminou em muitas tragédias, em diversos países.
Primeiro vamos entender o termo “árabe”
Árabe é um idioma e também uma etnia
(o que chamávamos de “raça” antigamente). Árabes não vivem apenas na Península
Árabe (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Bahrein, Kuwait, Qatar e
Iêmen), mas também no Oriente Médio e Norte da África. Há árabes no Iraque,
Egito, Síria, Israel, Líbia, Sudão, entre outros países. A importância da
Península Arábica está em ser considerada o lar ancestral dos árabes, onde sua
língua se originou.
Exemplo – Se você nasceu no Brasil, é
brasileiro. Automaticamente, também é sul-americano, porque nasceu numa região
do mundo que se chama América do Sul. Além disso, você também é
latino-americano, embora somente 4% dos brasileiros se definam assim. O termo
“latino” identifica os países de línguas românicas (vindas do latim), ou seja,
espanhol, português e francês.
Existe uma ramificação de árabes que se
considera descendentes de Ismael. Lembra-se do irmão de Isaque? Ele nasceu
primeiro, através de um plano de Abraão e Sara. Ismael também teve 12 filhos e
se multiplicou (Nebaiote, Quedar, Adbeel. Mibsão, Misma, Dumá, Massá,
Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá / Gn 25.13-15). Esses árabes, descendentes
de Ismael também são chamados de “palestinos”. Árabes, palestinos,
ismaelitas...
A maioria dos árabes se converteu ao islã, por isso,
também são chamados de mulçumanos. Mas podem existir também árabes cristãos e
árabes judeus (Cristianismo, Judaísmo e Islamismo são religiões). Por isso, não
podemos generalizar. Nem todos os árabes são iguais, seu comportamento depende
de sua religião, do país onde vive e de suas crenças.
Agora que você já entende o termo
árabe, vamos falar sobre o nome do Movimento. Alguns estudiosos dizem que a
origem do nome “Primavera Árabe” surgiu porque após o inverno, a primavera é a
estação em que as flores renascem, assim a nomenclatura faz uma referência à
mudança que essa revolução queria alcançar. Este nome também faz relação com a
“Primavera de Praga”, “Revolução de Lótus” e “Revolução de Jasmim”. Todos esses
movimentos buscaram mudar regimes políticos.
Normalmente, em países onde vivem os
árabes o sistema de governo é ditatorial. Em 2010, na Tunísia, o jovem Mohamed Bouazizi
ateou fogo ao próprio corpo como forma de manifestação contra as péssimas
condições de vida em seu país. Foi um ato de desespero que o levou à morte e
também a primeira semente da Primavera Árabe, embora fosse o início do inverno
naquela região, seu ato fez florescer no coração de outros jovens o desejo de lutar
por uma nação melhor.
O ditador Zine El Abidine Ben Ali,
militar e general tunisiano, fugiu para a Arábia Saudita, apenas 10 dias depois
do ocorrido com Mohamed. Logo após, a onda de protestos atingiu Argélia, Jordânia, Egito e Iêmen,
com as maiores e mais organizadas manifestações de um "dia de fúria"
e o resultado foi a derrubada de vários chefes de Estado e renúncia de
presidentes corruptos. Na Síria, atualmente, eles vivem o que chamam de
“Inverno Árabe” porque em vez de paz, flores de primavera e bons resultados
brotando, eles estão enfrentando um longo e frio inverno, com derramamento de
sangue e seca contínua.
Nenhum comentário:
Postar um comentário