(5) ISAÍAS / CAPÍTULO 1
Literal e figurativo
“Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a
cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça
não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não
espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo.” (Is 1.5-6)
É interessante analisar com mais carinho alguns versículos. Como Isaías
é um profeta de linha poética, sempre há uma parte figurativa que merece a
nossa atenção. Ele compara Israel a um corpo doente e, pelas características,
estava todo tomado pela lepra. E a doença chega a atingir órgãos vitais: cabeça
e coração – o que é mortal. Eles estavam “completamente” impuros, não só no
corpo, mas nos sentimentos e pensamentos. E essas feridas (pecados) não eram
tratadas.
Lepra na Bíblia
Hoje em dia, sabemos que a lepra é uma doença infecciosa crônica e
curável que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. Nos tempos
bíblicos era considerada uma doença da pele terrível e incurável. Mas “lepra”
era também um nome usado para outras doenças que se manifestavam na pele.
Leprosos eram privados do convívio com outras pessoas e viviam isolados. No
judaísmo, quem tinha lepra estava em “estado de grande impureza” e era
considerado “imundo”.
Lições espirituais sobre a
lepra
Moisés alertou o povo de Israel:
“Guarda-te da praga da lepra e tem diligente cuidado de fazer segundo tudo o
que te ensinarem os sacerdotes levitas...” (Deuteronômio 24.8)
Havia necessidade de distinguir entre
o limpo e o imundo. Em Levítico 14.54-57 existe até mesmo lei para o combate da
lepra. “Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra, e da tinha, e da lepra
das vestes, e das casas, e da inchação, e da pústula, e das manchas lustrosas,
para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra.”
As mesmas leis sobre a lepra não se
aplicam hoje, mas os princípios aprendidos ainda são importantes para nós. Quando
o pecado invade a nossa vida, devemos agir com urgência para eliminá-lo, custe
o que custar.
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