(26) ISAÍAS / CAPÍTULO 7
Continuação sobre a guerra na Síria
As divisões religiosas comentadas no post anterior fizeram com
que ambos os lados cometessem atrocidades, dividindo comunidades e tornando
mais tímida a esperança de paz. Também permitiram que grupos jihadistas como o
autodenominado Estado Islâmico e a al-Qaeda florescessem. Os curdos sírios, que
querem ter o direito de governar a si próprios mas não combatem as forças de
Assad, acrescentam outra dimensão ao conflito.
Quem está
envolvido na guerra da Síria?
Os principais apoiadores do governo
são a Rússia e o Irã, enquanto os Estados Unidos, a Turquia e a Arábia Saudita
apoiam os rebeldes. A Rússia já tinha bases militares na Síria e lançou uma
campanha militar aérea em apoio a Assad em 2015 que foi crucial para virar o
andamento da guerra a favor do governo.
Os militares russos dizem que os
ataques têm como alvo "terroristas", mas ativistas afirmam que
regularmente morrem rebeldes e civis. Acredita-se que o Irã tenha enviado
centenas de soldados e gasto bilhões de dólares para ajudar Assad. Milhares de
muçulmanos xiitas que integram milícias armadas, treinadas e financiadas pelo
Irã - a maioria é do Hezbollah no Líbano, mas também do Iraque, Afeganistão e
do Iêmen - têm lutado ao lado o Exército sírio.
Os Estados Unidos, Reino Unido,
França e outros países ocidentais forneceram variados graus de apoio para o que
consideram ser rebeldes "moderados". Uma coalizão global liderada por
eles também realiza ataques contra militantes do Estado Islâmico na Síria desde
2014 e ajudou uma aliança entre milícias árabes e curdas chamada Forças
Democráticas Sírias (FDS) a assumir o controle de territórios antes dominados
por jihadistas.
A Turquia apoia há tempos os
rebeldes, mas concentrou esforços em usá-los para conter a milícia curda que
domina a FDS, acusando-a de ser uma extensão de um grupo rebelde curdo banido
do território turco. A Arábia Saudita foi um elemento-chave para conter a
influência iraniana e também armou e financiou os rebeldes. Ao mesmo tempo,
Israel tem se preocupado muito com o envio de armas iranianas para o Hezbollah
na Síria e tem realizado ataques aéreos para interromper isso.
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