LIVRO DE ISAÍAS - 24


(24) ISAÍAS / CAPÍTULO 7

Um pouco sobre Damasco
O conceito judaico tradicional diz que Damasco (capital da Síria) foi fundada por Uz, filho de Arã e neto de Sem. Abraão provavelmente passou perto de Damasco ou a atravessou em caminho para a Terra Prometida. Eliézer, servo de Abraão, que não tinha filhos, era “um homem de Damasco”. (Gn 15.2).
Depois disso, Damasco desaparece do relato bíblico por quase mil anos, e quando reaparece é geralmente como opositora da nação de Israel. Durante o reinado de Salomão, um fugitivo de nome Rezom, do reino arameu de Zobá, obteve o controle sobre Damasco, estabelecendo-se como rei. Deu vazão ao seu ódio a Israel por meio de atos de agressão (1Rs 11.23-25).

Cumprindo a comissão dada ao seu antecessor Elias, o profeta Eliseu foi a Damasco e disse a Hazael que este substituiria a Ben-Hadade II como rei da Síria. (1Rs 19.15; 2Rs 8.7-13). Hazael, como rei de Damasco, continuou uma política de agressão contra Israel (2Rs 10.32). Nos tempos de Jeoás, rei de Judá, o governo pagou um enorme tributo para poupar Jerusalém de um ataque sírio. (2Rs 12.17,18).

Um século mais tarde, no entanto, Damasco aparece novamente na condição de “cabeça da Síria”. (Is 7.8)

Efraim (ou Israel) foi destruído (conforme a profecia que dizia que “dentro de sessenta e cinco anos Efraim será destruído, e deixará de ser povo”)

Israel (Efraim) foi vencido em 722 a.C. pela Assíria, que trouxe colonos estrangeiros para aquela terra, para fins de casamento misto com os poucos israelitas ali deixados; a mistura racial resultante disso, deu origem aos samaritanos (ver 2 Rs 17.24-34; cf. Jo 4.7-42).

Sobre Damasco, atualmente
Estudiosos dizem que Damasco é uma das cidades mais antigas do mundo e que nunca deixaram de ser habitadas desde a sua fundação.  Em 2008, a cidade foi escolhida como a Capital Árabe da Cultura. Hoje, é uma grande metrópole, com  autoestradas modernas que vão para Líbano, Iraque, Jordânia e Turquia. O Aeroporto Internacional de Damasco fica a 20 quilômetros a leste da cidade e tem ligações com a Europa e com o Mundo Árabe.

A Cidade Velha guarda importantes histórias e construções cristãs. Foi a caminho de Damasco que Paulo teve seu encontro com Cristo, e depois passou a fugir de seus perseguidores. Hoje, existe lá a “capela de São Paulo” que virou ponto turístico. O idioma árabe é o oficial. Parte considerável da população reluta em falar o inglês, idioma recorrente em todo o Oriente Médio. Devido à histórica aliança com o vizinho Líbano, é possível encontrar quem prefira a língua falada na França, país que colonizou Síria e Líbano, mas que perdeu a luta pela independência com o apoio da Inglaterra.
  
O centro de Damasco continua animado e vivo, com pessoas enchendo vans e ônibus para ir ao trabalho, como em qualquer outra cidade. Porém, o trânsito pesado se deve em parte à instalação de postos de segurança que se proliferam pelas ruas. A simples tentativa de trocar dinheiro demonstra como a economia entrou em colapso com os custos da guerra e da destruição das fábricas.

A guerra na região afetou consideravelmente os moradores de Damasco. Eles estão morando em péssimas condições, sem acesso à saúde, alimento ou saneamento. Atualmente, um pacote de pão custa cerca de 22 vezes a média nacional, de acordo com a ONU. As taxas de desnutrição atingiram níveis sem precedentes, com 11,9% das crianças com menos de cinco anos intensamente malnutridas.



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