LIVRO DE ISAÍAS - 31


(31) ISAÍAS / CAPÍTULO 7

Como o Brasil se posicionou em relação aos últimos acontecimentos na Síria?

Temer condena armas químicas, mas não apoia intervenção militar na Síria.


Enquanto presidente, Lula teve bom relacionamento com o mundo árabe
Em 2004, o Brasil foi a porta de entrada para os países árabes na América Latina. Durante um jantar com o dirigente sírio, Bashar al Assad, Lula declarou as posições brasileiras sobre o conflito árabe-israelense e agradou a plateia de maioria muçulmana: "Defendemos firmemente a criação de um Estado palestino".

Na época, Lula atuou quase como um mercador, para aumentar o peso da oferta de abrir a América Latina aos árabes. Ele discursou e fez vários apelos aos empresários: "Quero lembrar ao empresariado sírio que o Brasil é mais do que um mercado amplo e diversificado de 170 milhões de consumidores; é também uma porta de entrada para o Mercosul, o terceiro maior bloco comercial do mundo, e para a Associação Latino-Americana de Integração, que abarca todo o continente".

(Fonte: Folha de SP)

Levando em conta que há um relacionamento estreito entre o Mundo Árabe e o Brasil, Gleisi Hoffmann pediu apoio aos muçulmanos para a libertação de Lula.

Em vídeo à rede Al Jazeera, Gleisi pede apoio por liberdade de Lula
Al Jazeera – é a rede de televisão mais importante do mundo árabe. Sediada em Doha, Catar, transmite seus programas em língua árabe e inglês.


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Imigração árabe no Brasil
O Brasil recebeu muitos imigrantes árabes, vindos do Líbano, Síria, Egito, Palestina, Turquia, Iraque, etc. A maioria vive em SP. O ex-presidente Lula foi o primeiro Chefe de Estado brasileiro a visitar a sede da Liga, em dezembro de 2003. Em 2005, o Secretário-Geral da LEA anunciou a decisão de reabrir a Missão da Liga em Brasília (fechada desde meados dos anos 1990) e de nomear Representante residente – o que já se realizou.

Brasil e Liga Árabe têm intensificado os contatos políticos e vínculos institucionais. Trabalham em conjunto na organização das Cúpulas ASPA (América do Sul-Países Árabes) – onde atuam, respectivamente, como coordenadores dos países sul-americanos e árabes. Há Embaixadas brasileiras em 17 dos 22 países que integram a Liga, mesma quantidade de Embaixadas de países árabes em Brasília. De acordo com informações de especialistas, de 2002 a 2013, o comércio com os países da Liga Árabe passou de US$ 4,9 bilhões para US$ 25,4 bilhões (saldo de US$ 2,6 bilhões para o Brasil em 2013).


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