LIVRO DE ISAÍAS - 33

(33) ISAÍAS / CAPÍTULO 7

Voltando aos textos bíblicos
“E continuou o Senhor a falar com Acaz, dizendo: Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas.” (Is 7.10-11)

Isoglossa Hebraica (fronteira geográfica de características linguísticas) “...em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas...” – ou seja, biblicamente falando, significa no lugar da habitação dos mortos ou no céu. “Possivelmente”, indica que o sinal seria “tão profundo e tão alto” que seria inatingível, inalcançável à mente humana, como o Emanuel – Deus conosco (Jesus Cristo).


Jesus Cristo para a humanidade – De acordo com o psiquiatra e escritor, Augusto Cury, que declara que foi ateu convicto, a mente humana não é capaz de criar um personagem como Jesus Cristo. Ele descreve a inteligência do Salvador, sua capacidade criativa, de ser gestor de sua mente e protetor de sua emoção como algo que não tem precedente histórico. “Eu deixei de ser um ateu e reconheci que buscar a Deus não é um ato de pequenez intelectual, mas um ato inteligentíssimo da mente humana”, afirmou ele em entrevista.

Ele também disse o seguinte: “Eu pesquiso essa área que é considerada uma das últimas fronteiras da Ciência – o mundo onde nascem os pensamentos. Para mim, Deus era fruto do espetáculo das ideias, de um cérebro que não aceitava o seu fim e o seu caos na solidão de um túmulo. E, ao analisar os comportamentos de Jesus Cristo, suas reações descritas nos quatro Evangelhos, em várias versões, e as entrelinhas de suas atitudes nos focos de tensão, eu esperava encontrar uma pessoa construída por um grupo de galileus que pretendiam produzir um herói para romper com o julgo político. Mas fiquei perplexo, porque percebi que a personalidade de Jesus é tão fascinante que não cabe no imaginário humano”.

Ou seja, voltando ao sinal que seria dado ao rei Acaz, como ele poderia compreender que Deus se revelaria na terra, como homem, através de Jesus Cristo? Talvez seja esse o significado da expressão “nas profundezas ou nas alturas”. 

No livro “A encarnação e o nascimento de Cristo” de C.H.Spurgeon, há ainda outra forma de compreender essas palavras, veja:

“O que você quiser pedir, o Senhor lhe concederá para a confirmação da sua fé. Ao invés de aceitar essa oferta com toda a gratidão, como Acaz deveria ter feito, ele, com fingida humildade, declara que não pedirá nada e nem tentará o Senhor seu Deus. Pelo que Isaías, indignado, diz a ele que desde que ele não vai, em obediência aos comandos de Deus, pedir por um sinal, o próprio Senhor o dará um sinal – não um simples sinal, mas ‘O’ sinal, o sinal e a maravilha do mundo, a marca do mistério mais poderoso de Deus e de Sua sabedoria mais perfeita, pois: ‘Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel’.”

(Sermão pregado na manhã de domingo, 24 de dezembro de 1854, por Charles Haddon Spurgeon, em New Park Street Chapel, Southwark, Londres)

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) – foi um pregador britânico, calvinista (batista reformado). Converteu-se ao cristianismo em 6 de janeiro de 1850, aos quinze anos de idade.  Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação das Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos.
Mas por que Deus daria a Acaz um sinal que se cumpriria somente oito séculos depois?




Nenhum comentário:

Postar um comentário