Garagem da Cris 4

GARAGEM DA CRIS

Por Cris Beloni Alencar

SOBRE A POLÊMICA DE NÃO CHAMAR NOSSO FILHOS DE “MOLEQUE”

Deus Moloque – também conhecido como Malcã ou deus de fogo, era o deus dos amonitas (descendentes de Ammon, povo árabe; que vinham de Bem-Ami, descendentes de Ló – Gn 19:38). Eles sacrificavam crianças, geralmente recém-nascidos, dentro da estátua de bronze, que era metade esculpida de um corpo humano com a cabeça de um boi, ou seja, um ser híbrido (união de espécies distintas e genes incompatíveis); No interior da estátua, havia uma espécie de forno para os sacrifícios.

Interessante – SERES HÍBRIDOS; o original da palavra híbrido é Hýbris, no grego, que quer dizer “passou dos limites” ou “afronta”. Certamente, é uma afronta a Deus, o Criador.

Etimologia da palavra – Molech ou Moloch, vem do hebraico e quer dizer “rei”.

Já a palavra portuguesa Moleque vem da palavra mu’leke no idioma Quimbundo, que é uma das línguas bantus mais faladas em Angola, e seu significado é “filho pequeno”.

Logo, sendo uma palavra vinda do povo angolano, ganhou outro significado pejorativo, ou seja, chamar de “moleque” era como chamar uma criança de “negrinha” (filhos dos escravos).  Mas para os Angolanos, significava chamar seus filhos de “filhinhos”, apenas uma forma carinhosa.

Mais tarde, ganhou outro significado, que seria o de uma criança travessa ou peralta. A semelhança fonética e alfabética somente se dá no Brasil. Não há relação alguma entre o termo moleque (palavra angolana), com a divindade Moloch.

Inglês: little boy; kid
Espanhol: niño
Italiano: ragazzo

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