LIVRO DE NÚMEROS

LIVRO DE NÚMEROS
- Do Pentateuco parece ser o mais ignorado; seu nome lembra apenas o “Censo” (contagem do povo);

- Seu nome no Original é Bamidbar, que no hebraico quer dizer No deserto;

- Além da contagem do povo  e a organização de um exército, o livro narra a história da caminhada, desde o monte Sinai até o rio Jordão – aproximadamente 38 anos de história! É o livro que dá mais cobertura ao período dos 40 anos de peregrinação do povo de Israel no deserto;

- Conteúdo: Moisés relembra os acontecimentos no deserto, repassa as leis, dá instruções para se viver na nova terra e se despede do povo;

Cap. 01 / Moisés numera as Tribos / Acima de 20 anos (para a guerra)

Os 12 Príncipes, das 12 tribos de Israel (Na ordem de Nm 1:5-15)
Patriarca
Príncipe
Insígnia
Nº de soldados
Rúben
Elizur
Mandrágora (erva)
46.500
Simeão
Selumiel
Espada
59.300
Judá
Naasson
Leão
74.600
Issacar
Natanael
Jumento
54.400
Zebulon
Eliabe
Navio
57.400
Efraim (filho de José)
Elisama
Novilho
40.500
Manassés (filho de José)
Gamaliel
Tamareira
32.200
Benjamin
Abdã
Lobo
35.400
Dã
Aieser
Balança
62.700
Aser
Pagiel
Trigo e cesto de uvas
41.500
Gade
Eliasafe
Acampamento
45.650
Naftali
Aira
Gazela
53.400

Exército das tribos de Israel:  603.550

Nascimento dos filhos de Jacó, em ordem cronológica
(Gn 29:32-25 / Gn 30:1-24 / Gn 35: 16-18)




Palavras de Jacó
1º
Jacó + Lia
Rubén
(Gn 49:3 – Força, vigor, alteza, poder)
2º
Jacó + Lia
Simeão
(Gn 49:5-7 – Espada, violência, furor, ira)
3º
Jacó + Lia
Leví
---X---
4º
Jacó + Lia
Judá
(Gn 49:8-12 – Leão, cetro)
5º
Jacó + Bila
(serva de Raquel)
Dã
(Gn 49:16-18 – Julgamento, serpente, víbora)
6º
Jacó + Bila
(serva de Raquel)
Naftali
(Gn 49:21 – Gazela solta, palavras formosas)
7º
Jacó + Zilpa
(serva de Lia)
Gade
(Gn 49:19 – tropa vencedora)
8º
Jacó + Zilpa
(serva de Lia)
Aser
(Gn 49:20 – pão gordo e delícias reais)
9º
Jacó + Lia
Issacar
(Gn 49:14-15 – Jumento forte, descanso)
10º
Jacó + Lia
Zebulom
(Gn 49:13 – Porto dos mares, navios)
11º
Jacó + Lia
Diná

12º
Jacó + Raquel
José
(Gn 49:22-26 – Ramo frutífero, arco forte, bênçãos excelentes
13º
Jacó + Raquel
Benjamin
(Gn 49:27 – Lobo que despedaça

Obs. Leví foi uma tribo sacerdotal; Diná, por ser filha não formou tribo; no lugar de José entraram seus filhos Manassés (mais velho) e Efraim.

Esta é a ordem cronológica das 12 tribos: Rubén, Simeão, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, Benjamin, Manassés e Efraim.

Obs. Ordem das pedras preciosas no Peitoral do Sacerdote (Ex 28:17-20)

Sárdio, Topázio, Carbúnculo
Esmeralda, Safira, Diamante
Jacinto, Ágata, Ametista
Berilo, Ônix, Jaspe




Cap. 02

Agora o cenário é de um acampamento; tropas. Imagine uma unidade militar sendo formada: tendas armadas com bandeiras, segundo as insígnias dos pais.

Bandeira: é o símbolo que representa um Estado soberano ou país (também cidades, municípios, clãs, reinos, etc). Usualmente é hasteada em um mastro, identificando um povo, sua história e sua marca. Usada tanto em períodos de paz como de guerra, é um dos símbolos universais mais abrangentes e comunicativos de uma nação.

Estandarte: antigamente era a designação das unidades de cavalaria. É como uma bandeira, mas ricamente bordado, algumas vezes com fios de ouro. Não são hasteados, mas levados pelas tropas.

Insígnia: emblema, distintivo ou símbolo. É como a marca de uma nação ou de alguém. Serve também para distinguir funções ou cargos, poder e nobreza. Muitas tribos tinham a insígnia de um animal.


LOCALIZAÇÃO DAS TRIBOS

EXÉRCITO DE JUDÁ E SEUS ESQUADRÕES (186.400)
Do Oriente para o Nascente – Judá, Issacar, Zebulom (marcharão primeiro)

EXÉRCITO DE RÚBEN E SEUS ESQUADRÕES (151.450)
Sul – Rúben, Simeão, Gade (marcharão em 2º lugar)

EXÉRCITO DOS LEVITAS, NO MEIO DOS EXÉRCITOS
Tenda da Congregação – Levi (marcharão em seu lugar)

EXÉRCITO DE EFRAIM E SEUS ESQUADRÕES (108.100)
Ocidente – Efraim, Manassés, Benjamin (marcharão em 3º lugar)

EXÉRCITO DE DÃ E SEUS ESQUADRÕES (157.600)
Norte: Dã, Aser, Naftali (marcharão em último lugar)


Cap. 03

Gerações de Moisés e Arão
Filhos de Arão: Nadabe, Abiú (fogo estranho), Eliasar, Itamar

Ministério do Tabernáculo
Levitas foram tomados no lugar dos primogênitos; Filhos de Leví: Gerson (7.500), Coate (8.600) e Merari (6.200) = 22.000

Censo do Povo
22.273 (somente os primogênitos)
Até os 273 foram resgatados em ciclos (1.365 ciclos ou 5 ciclos cada um)

Cap. 04
Deveres dos levitas (filhos de Levi);
Ministério dos filhos de Coate (2.750 de 30 a 50 anos);
Ministério dos filhos de Gerson (2.630 de 30 a 50 anos);
Ministério dos filhos de Merari (3.200 de 30 a 50 anos);
Obs. Ao completarem 50 anos de idade, saíam do Ministério e serviam na Guarda.

Cap. 05
Fora do arraial: leproso, fluxo de sangue e imundos;

Suspeita de adultério para mulheres (oferta de alimento por ciúmes);
Água santa no vaso de barro, cabeça descoberta, juramento, águas amargas amaldiçoantes, etc.

Segundo os rabinos, o nome desse julgamento é “Ordália” ou “Sentença Divina” onde a mulher, suspeita de adultério, deverá beber uma água possivelmente contaminada, e, se ela for adúltera, morrerá, porém, se for fiel, sobreviverá e terá filhos.

A origem da palavra ordália vem do latim ordalium ou do saxão ordal e ordel, que quer dizer Grande Julgamento, onde não existe interferência de pessoas, sendo feita uma justiça absoluta, uma prerrogativa de Deus.

Segundo Adam Clarke, um teólogo metodista e erudito bíblico britânico, esta lei era tão terrível, que as pessoas conscientes do seu crime não apelavam para este julgamento e, confessando o adultério, eram condenadas à morte.



Cap. 06
Lei do nazireado

Nazireu – do hebraico nazir, quer dizer consagrado ou separado. É um voto de quem vai servir a Deus por um tempo ou por toda a vida. Sinal do voto: não cortar o cabelo e não consumir uvas (suco ou vinho).

Nm 6:22-27 – Bênção, oração.

Cap. 07
Ofertas dos príncipes

Cap. 08
Como acender as 7 lâmpadas do candelabro;
Consagração dos levitas (água, navalha, sacrifício de expiação, vestes lavadas, etc);

Cap. 09
Celebração da Páscoa no deserto
Nuvem e fogo (presença de Deus)

Cap. 10
2 trombetas de prata para reunir a Congregação ou os Príncipes, ou para partida de algum exército.

Cap. 11
Murmuração do povo, pessoas consumidas pelo fogo.
Peixes, pepinos, melões, cebolas, etc. Reclamavam do Maná.
Moisés reclama do seu cargo pesado; 70 anciãos ajudam Moisés.
Deus manda carne para 1 mês, até que saia pelas narinas deles.

Cap. 12
Miriã e Arão falam mal de Moisés, por ter se casado com uma mulher cusita.
Miriã ficou leprosa; 7 dias fora do arraial;

Cusita ou Cuxita / Cushita
"E os filhos de Cam são: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã."  (Gênesis 10:6)

Zípora, esposa de Moisés, era descendente de Cuxe (neto de Noé); Essa palavra quer dizer “pele queimada”, ou seja, Zípora vinha do povoamento da Etiópia. Não quer dizer que Arão e Miriã eram preconceituosos em relação à cor da pele da cunhada, mas provavelmente por ela ser estrangeira, ou seja, não vinha da linhagem de Sem, como eles.


Cap. 13
12 espias para olhar a terra de Canaã, durante 40 dias (terra, povo, cidades em arraiais ou fortalezas, se há árvores; tempo de primícias das uvas, 1 cacho sobre varas; somente Calebe e Josué foram corajosos.

Cap. 14
Israelitas querem voltar para o Egito e murmuram de novo;
Murmuradores não entraram em Canaã; os cadáveres cairam no deserto;
40 anos que espiaram, 40 anos de peregrinação no deserto, para cada dia, 1 ano.

Cap. 15
Repetição de leis; 15:37 sobre as franjas nas bordas pelas gerações e um cordão azul, para lembrar dos mandamentos.

FRANJAS SOBRE AS BORDAS DAS VESTES
As franjas do talit (manto ou chale de orações), denominadas tsitsit, funcionam como lembrete de todas as mitsvot da Torá. Ao colocar o talit, os judeus devem ter em mente que Deus ordenou  o envolvimento com as ordenanças divinas, a fim de se lembrarem de cumprir todos Seus mandamentos. São 613 os preceitos da Torá.

Cap. 16
Rebelião de Coré, da tribo de Levi (250 homens contra Moisés e Arão); Datã e Abirão estavam com Coré; Todos levaram incensários para queimar incenso, para tirar prova de quem era aceito pelo Senhor; A terra abriu a “boca”, se fendeu e os engoliu. 14.700 morreram de praga, porque defenderam Coré e seus amigos.

Cap. 17
Vara de Arão floresce (Levi); flores e amêndoas. 12 varas com os nomes de todos os príncipes. Foi um sinal de Deus para o povo parar de murmurar.

SOBRE A VARA DE AMENDOEIRA
Além do milagre que o povo presenciou ao ver uma vara seca florescer, ou seja, da morte para a vida, há também um simbolismo especial sobre a amendoeira. "Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir". (Jeremias 1:11,12) 

Amendoeira é uma palavra hebraica, shoked e significa "vigilante". Esta árvore é da família das rosáceas, de semente oleaginosa, e é a primeira planta a florescer na primavera. É como se ela ficasse vigiando o fim do inverno e o início da primavera, e quando ocorre o equinócio da primavera, a amendoeira é a primeira a brotar! Daí seu nome de vigilante.

Deus estava dizendo a Jeremias: Eu sou como a amendoeira que vigia a primavera. Eu estou vigiando para que as minhas palavras se cumpram. E você Jeremias deve aprender a ser vigilante como é a amendoeira.

Na simbologia bíblica "vara" significa "pessoa". Em João 15:5 Jesus afirmou: "Vós sois as varas..." Portanto "vara de amendoeira" significa: pessoa vigilante.

As profecias do Antigo testamento são expressas das seguintes maneiras: Verbal, Fatual e simbólica.

Verbal – Quando ela é falada. "Assim diz o Senhor..." Assim se faz um enunciado do que vai suceder ou uma observação de Deus.

Fatual – É quando um fato, algo que sucede, que é histórico, real, concreto, é apontado como um evento também a suceder no futuro. A páscoa é um fato histórico, real, mas já era um anúncio profético da obra do Senhor Jesus Cristo.

Simbólica – Quando um símbolo é tomado como sendo uma mensagem. Muitas vezes a simbólica vem através de atos ou palavras. Como Jeremias e a vara de amendoeira.

Cap. 18
Instruções sobre o ministério dos levitas; os dízimos dos filhos de Israel eram herança dessa tribo;

Cap. 19
Novilha ruiva – No ritual de purificação, com a água de separação, o bezerro ou novilho vermelho solicitado por Deus era uma espécie muito rara, não usada em ofertas regulares. Deus estava pedindo uma oferta especial, para um momento especial – momento da separação entre o sujo e o limpo; a morte e a vida. Não para as pessoas que pecavam conscientemente, mas para aquelas que estavam em contato com o pecado existente no mundo. Jesus é o nosso sacrifício perfeito!
No contexto espiritual, o contato com o cadáver é o contato com pessoas mortas espiritualmente e que nos contaminam de alguma forma. Deus nos convoca a nos separar desse tipo de morte para caminhar em vida.

Você já esteve perto de pessoas assim? Elas falam da Palavra de Deus e não vivem mais em conformidade com ela. Elas possuem um grande conhecimento, mas não há sabedoria nelas. Parecem viver, mas já morreram por dentro. Como você pode detectar pessoas assim? Em contato com elas, você tem a sensação de sair mais vazio do que estava. Embora estejam falando da Palavra de Deus, não há “fogo” e você apenas ouve, mas não sente o coração ser aquecido. Cadáveres são frios!
   

TRADIÇÃO JUDAICA DA NOVILHA VERMELHA
Novilha Vermelha Perfeita em hebraico é Pará Adumá Temimá. Adumá quer dizer vermelha e deriva de Dam = sangue. As palavras “vermelha” e “sangue” são semelhantes na língua hebraica e são vindas de um mesmo radical – Dm. Lembrando que o nome Adão (Adam) também possui esse radical, e Adão quer dizer Barro Vermelho. Quando Deus pede o sacrifício da Novilha Ruiva, os judeus entendem isso em seus mais profundos significados, inclusive relembrando a morte dos primogênitos egípcios, o sangue que foi passado nos umbrais das portas para proteger os hebreus e logo em seguida, o milagre do mar Vermelho, quando as águas são “separadas” para a passagem deles.

As cinzas da novilha vermelha eram misturadas às águas “da separação”. Essa mistura era purificadora. Segundo a tradição judaica, a novilha deveria permanecer toda vermelha até os 3 anos de idade, sem que aparecesse mais que dois pelos brancos em seu corpo, só então ela seria considerada perfeita. A primeira novilha assim foi sacrificada nos tempos de Moisés e, até os dias de hoje, os judeus afirmam que somente 9 novilhas nessas condições existiram e foram imoladas. A tradição diz que a décima novilha aguarda a chegada do Messias e serve de sinal profético para eles.

Desde que o Segundo Templo Judaico foi destruído pelos romanos, há quase dois mil anos, nunca mais surgiu uma novilha vermelha em Israel. E por que os judeus acreditam que ela é um sinal da vinda do Messias? Por que para eles que ainda vivem pela Lei de Moisés, a novilha rara é a única forma de purificar a nação de Israel a ponto de receber o Reino Messiânico.

Notícia – Em setembro de 2002 foi registrado o nascimento de uma novilha totalmente vermelha, no deserto do Neguév, em Israel. Esse tipo de gado, quando não é abatido, vive em média de 15 a 20 anos. Lembrando sobre as condições da novilha:

Nm 19:2 “Este é o estatuto da lei, que o Senhor ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha ruiva, que não tenha defeito, e sobre a qual não tenha sido posto jugo”.


A água de separação – a água é o símbolo de purificação, ela nos separa do pecado e da morte. Quando aprendemos a “separar as coisas” temos maior discernimento. Que possamos separar o que nos faz mal, o que nos leva a pecar e a nossa natureza humana e imperfeita; que possamos separar estas coisas e nos livrar delas também, para que nos tornemos mais limpos e puros para chegarmos até a presença do Senhor.

Jo 4:14  “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”.

A água que salta para a vida eterna, nunca mais terá parte com a terra seca e infrutífera do mundo. Essa é a verdadeira separação feita com a água, que é Jesus!
Cap. 20

Morte de Miriã;

Falta de água e murmuração do povo;



Nm 20:7 - Moisés fere a rocha duas vezes (era apenas para falar à rocha).



Revelação espiritual - A rocha simbolizava Jesus. Simbolicamente, em Horebe,
Jesus já havia sido ferido (Ex. 17). Não deveria novamente ser ferido no
deserto de Zim (águas de Meribá). A atitude de Moisés o impediu de entrar em
Canaã. Lembremos que Moisés, na ocasião, representava o caráter de Deus, era
ele quem intercedia pelo povo.



Hoje em dia, tem muita gente "ferindo a rocha" para atrair multidões (com ou
sem sede), barganhando a água da vida e vendendo o que não tem preço,
subestimando seu valor! Jesus Cristo é a rocha!



Nm 20:14 - Moisés solicita passagem pelo Edom

Os edomitas eram os descendentes de Esaú, irmão mais velho de Jacó (Israel),
aquele que vendeu a primogenitura por um prato de lentilhas.



Edom em hebraico significa "vermelho" (Gn 25:30  E disse Esaú a Jacó:
Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por
isso se chamou Edom.)

Os edomitas eram uma nação poderosa e o ódio que Edom sentia por Israel
cresceu através dos séculos (como a rivalidade entre os irmãos Isaque e
Ismael, motivo de guerra entre judeus e árabes até os dias de hoje). No
entanto, Edom foi rebaixado até ao ponto de desaparecer.



Conclusão: o motivo de o rei de Edom não permitir a passagem do povo de
Israel por aquele território foi a antiga rivalidade entre os irmãos.



Nm 20:29 - E choraram a morte de Arão durante 30 dias

O tempo que o povo estabelecia para a expressão da dor (luto), é
constantemente mencionado na Torá. Segundo o próprio Judaísmo, com a moderna
Psicologia e Psiquiatria, é possível explicar o motivo disso: segundo
especialistas, é melhor expressar a dor do que reprimir. Os mestres do
Judaísmo acreditam ter uma sabedoria intuitiva, e eles levam em conta a
saúde do povo, não só física, como emocional. Até os dias de hoje, os judeus
procedem da seguinte forma, em casos de luto:



Há 5 estágios para o luto

1º) entre a morte e o enterro (momento de desespero); não há exigências
religiosas nessas fase;



2º) 3 primeiros dias após o funeral (choro e lamentação); normalmente não
sai de casa e nem recebe visitas;



3º) os próximos 4 dias são de reflexão (consolo); o enlutado fala sobre a
perda com amigos e vizinhos; ainda não se arruma, não sai de casa, senta num
banco baixo e usa chinelos;



4º) nas 3 próximas semanas o enlutado começa a sair de casa e retorna ao
convívio social, mas os homens ainda não cortam os cabelos; Ou seja, 1 mês é
o período de luto;



5º) nos próximos 11 meses (até completar 1 ano), os entretenimentos e a
diversão são reduzidos; 1 ano também representa a memória que fazem do
falecido.





Cap. 21



Destruição dos cananeus

Os cananeus eram os descendentes de Canaã (filho de Cam), aquele que foi
amaldiçoado por Noé.



O motivo da rivalidade

1 - começa porque eles tomaram posse de uma terra que não pertencia a eles,
pois era a terra prometida para o povo de Israel (semitas, hebreus,
israelitas, judeus);



2 - era um povo idólatra (Baal), imoral e que sacrificava crianças em seus
cultos; os cananeus e os sodomitas eram iguais em seus ritos, possuíam
prostitutas espirituais, as sacerdotisas dos templos, que praticavam orgias
(exaltações místicas através do sexo).



Nm 21:4 - as serpentes ardentes e as serpentes de metal

Se na Bíblia, a serpente é um símbolo de satanás, porque Moisés levantou uma
serpente ardente de bronze e as pessoas que olhavam para ela eram curadas?

Segundo os estudiosos da língua hebraica, é a única vez que a Bíblia fala da
serpente "ardente" e diz isso duas vezes. As serpentes que Deus mandou entre
o povo eram ardentes, e no original hebraico, ha-nahasun ha-saraph, existem
dois significados para a tradução:

1) Ardente de abrasador, vindo de fogo;

2) Ardente de inflamado, através de veneno;

Quando Moisés ergueu a serpente de bronze, também era ardente, nesse caso,
em chamas de fogo. A haste de madeiro simbolizou a cruz. O povo sabia que o
madeiro servia para encravar algo. E nós sabemos que Jesus foi encravado na
cruz. O bronze, material usado para fazer a serpente simbólica, é um
material que derrete e é consumido pelo fogo. Simbolicamente, o povo estava
sendo atacado por satanás (através das serpentes venenosas). Aquele que
dirigisse o olhar para o madeiro, onde estava o fogo consumidor (nesse caso
Jesus) e a serpente sendo consumida por esse fogo, seria curado e teria
vida. Quem não olhasse, morreria. A serpente em chamas sendo derretida
simbolizava satanás; o fogo que a consumia simbolizava Jesus.



Nm 21:20 - guerra contra os reis de Moabe e de Basã

Novamente Moisés pede passagem, mas os reis impedem o povo de passar por
ali.



Se você compreender os motivos das primeiras guerras entre os povos, vai
entender também as guerras atuais, porque as rivalidades são originadas na
Bíblia!



Moabitas eram descendentes de Ló (as filhas de Ló tiveram relações com o
próprio pai para preservação da descendência, mas o ato que cometeram era
abominável ao Senhor).  A mais velha gerou Moabe, patriarca do povo moabita
e a mais nova gerou  <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ben-Ami> Ben-Ami,
patriarca do povo de  <http://pt.wikipedia.org/wiki/Amom> Amom, os
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Amonitas> amonitas. Apesar de ser sobrinho de
Abraão, a descendência de Ló não é bem vista pelos israelitas. O deus
principal deles era Quemos (semelhante ao Moloque).



O rei de Basã era Ogue, o único gigante sobrevivente. Basã era uma terra
muito fértil, perto do mar da Galileia e rio Jordão. O termo "a prosperidade
de Basã" é usado na Bíblia como símbolo de orgulho e arrogância.



Cap. 22, 23, 24



Nm 22 - Balaque e Balaão



Balaque era o rei dos moabitas naquela época (Moabe).

Balaão foi um profeta, mas praticou adivinhação e encantamento, recebendo
por isso, pois a Bíblia diz que os príncipes iam até ele com o "preço dos
encantamentos".

Midianitas eram os descendentes de Abraão e Quetura (Midiã, um dos filhos).
Esse povo se uniu aos ismaelitas (atuais árabes, que odeiam os judeus).

Moabe (filho de Ló; filha + velha), a região de Moabe atualmente é a
Jordânia.



Sobre Balaque pedir a maldição sobre o povo de Israel e a conduta de Balaão

Balaão tinha um dom, ele era profeta de Deus. Mas estava negociando isso com
o rei, só não o fez porque Deus impediu. Note que Balaão sempre construía 7
altares e fazia sacrifícios, antes de falar com Deus. Deus dizia não, e ele
tentava de novo. Ele estava tentando uma resposta positiva para Balaque,
mesmo que isso significasse a ruína do povo de Deus, do qual ele mesmo fazia
parte.



O que aprendemos com Balaão?

Obs. Balaão por 3 vezes pediu 7 altares = 14 animais X 3 = 42 animais
sacrificados

Seus maiores erros como profeta:



*sacrificar não era sua função, mas dos sacerdotes (levitas); no
tabernáculo;

*não alcançando nada, trocaram de lugar, mas não adiantou (Obs. Os locais
eram escolhidos pelo acesso ao povo, de onde se podia ver Israel);

*ele mandou Balaque sacrificar (mas ele era adorador de Baal);

*não bastava apenas 1 altar, ele tentou logo 7 (plenitude);



Balaão nos ensina que não manipulamos a vontade de Deus com sacrifícios
(hoje em dia, as pessoas sacrificam em dinheiro - dízimos, trízimos e altas
ofertas, na tentativa de comprar um milagre); "se você fizer um sacrifício
para Deus, Ele te ouvirá e atenderá ao seu pedido". Deus não quer
sacrifícios!

Que não se vende um ministério por dinheiro ou fama;

Que não se deve colocar tropeço para o povo de Deus;



Ap 2:14  Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que
seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços
diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria,
e se prostituíssem.



Nm 24:14 - Profecias de Balaão (ler)

"homem dos olhos abertos" ou seja, antes Balaão era cego espiritualmente,
até a mula enxergou o anjo do Senhor, menos ele. Mas Deus "abre seus olhos"
e daí ele realmente profetiza da parte de Deus.

Nm 24:14...

No 17 - Jesus, o Messias

18, 19 - Israel vence os inimigos

20 - Os amalequitas seriam destruídos (Amaleque era bisneto de Esaú)

21, 22 - Os quenitas seriam prisioneiros de Assur (quenitas eram
descendentes de Jetro, sogro de Moisés, e eram amigos dos israelitas); Assur
era filho de Sem e neto de Noé; país: Assíria; povo: assírios



23,24,25 - "navios vindos de Quitim, atacaria a Assíria". O historiador
judeu Flavio Josefo referiu-se a Quitim como "Chethimos", associando-a com a
ilha de Chipre, cidade próxima de portos. De fato, Alexandre o Grande, em
332 aC, entrou em guerra contra essa nação e venceu, derrotando todo o
Império Medo-Persa.



Cap. 25

Festa entre israelitas e moabitas. Resultado: 24 mil israelitas mortos!



Cap. 26

Novo censo dos soldados (porque alguns morreram nas guerras e com o passar
do tempo, outros jovens estavam prontos para servir - com 20 anos);

Divisão de terras;



Cap. 27

Leis sobre as heranças;

Morte de Moisés;

Josué como sucessor;



Cap. 28

Holocausto perpétuo (regras para os sacrifícios, rotina)

1 Him - medida para líquidos, equivalente a 3,5 litros



Cap. 29

Festa das trombetas (regras para as ofertas);

Festas solenes (regras para as ofertas);



Cap. 30

Votos das mulheres (tolher quer dizer proibir);



Cap 31

Vitória sobre os midianitas (guerra);

Mas os soldados trouxeram as mulheres (erro);

Despojos da guerra.



Cap. 32

Filhos de Rúben e Gade querem terras, negando a união com o povo;

Moisés faz um acordo com eles, de que guerreiem e depois tomem posse de
Gileade;



Cap. 33

Jornadas do povo de Israel, desde a saída (relatório de Moisés);

Deus manda "limpar" Canaã para o povo tome posse.



Cap. 34

Deus dá os limites da terra;



Cap. 35

Cidades dos levitas e as seis cidades refúgio.



Cap. 36

Casamentos das herdeiras (no caso de mistura das tribos).



  

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