RUTE

LIVRO DE RUTE

Rute –seu nome vem do hebraico, e quer dizer “no auge da beleza”.

Quem escreveu? Alguns estudiosos acreditam que o próprio Samuel foi o autor, embora o estilo literário indique que foi escrito no período monárquico.

Para quem foi escrito – para a geração de israelitas que viveram na época de Juízes e serviu como uma visão real de fidelidade a Deus, num tempo de desunião nacional, opressão estrangeira e degeneração moral e religiosa.

Propósito do livro – mostrar que mesmo um prosélito, ou seja, uma pessoa que muda a crença que tinha e passa para outra, pode ser fiel a Deus e obter uma filiação plena com Ele.

Lições – A lealdade e a fidelidade de Rute são qualidades que servem de modelo para o povo de Deus. Ela foi mais fiel e mais leal do que muitos que se diziam seguidores dos mandamentos do Senhor.

Características especiais do livro – é um dos dois livros da Bíblia que leva o nome de uma mulher (o outro é Ester). O assunto principal ilustra que o plano de redenção inclui os gentios, ou seja, os não-judeus.

Fatos culturais – o cenário é o seguinte: o povo desprezava a Deus, preferia ter amizade com o mundo, mas na hora do desespero, o mundo virava um abismo para eles, e sofriam com a opressão dos demais povos. Então, como sempre, clamavam a Deus, desesperados. Rute impressionou os judeus com as suas atitudes.

Detalhes – preste atenção a estes detalhes: a transformação de Noemí, da escassez à fartura. A transformação de Rute, de estrangeira, agora faz parte da linhagem de Jesus.

Cap. 01

Tempo de fome
Elimeleque e Noemí estavam peregrinando nos campos de Moabe, em busca de alimento, com seus filhos Malom e Quiliom

Noemí ficou viúva. Seus filhos se casaram com as moabitas Orfa e Rute.
Depois de 10 anos, Malom e Quiliom também morreram. E as três mulheres ficaram sozinhas.

Na volta para Judá, Noemí mandou as duas de volta para sua terra. Mas Rute se recusou abandoná-la.

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti”. (Rt 1.17-18)

E voltaram juntas para Belém, Noemí e Rute, no princípio da colheita das cevadas.

Cap. 02

Boaz era parente de Elimeleque. Rute foi apanhar espigas de milho nos campos de Boaz.

Ele pediu para ela ficar com as moças e a protegeu dos homens dali. Ele conhecia a história dela, mostrando gratidão e admiração.

Noemí ficou sabendo e explicou que ele era um de seus remidores.

Cap. 03

Noemí aconselha Rute a seduzir Boaz.
Descobrir os pés – descobrir os pés de um homem era a forma não-verbal de pedi-lo em casamento.
Redimir – reconquistar, resgatar. As terras de Noemi estavam perdidas para ela. O remidor era sempre o parente mais próximo. Havia outro remidor, antes de Boaz, mas eles chegaram a um acordo.


Cap. 04

Boaz falou com o remidor. Fizeram uma reunião junto dos anciãos da cidade. O remidor teria que comprar as terras e ficar com a viúva. Ele não aceitou.

Tirar os sapatos – Fecharam o negócio – e o remidor tirou os sapatos, um velho costume entre eles, era um gesto público de renunciar os direitos sobre uma propriedade e transferi-los a outro.

Rute e Boaz se casaram e tiveram um filho chamado Obede, e Noemí o tomou por filho.

Linhagem de Jesus – Obede – Jessé – Davi

Reflexão
Os nossos problemas podem ser transformados se tão simplesmente seguirmos em frente com fé e coragem, sem olhar para trás. Quanto maior a dificuldade, maior a vitória. Se Rute voltasse para sua terra, com seus pais, sua história seria totalmente diferente. Mas ela decidiu continuar em frente, sem saber o que viria e conheceu Boaz, casou-se com ele e através do filho que tiveram, Rute participou da linhagem de Davi e de Jesus.

O livro de Rute é uma linda história de amor, vale a pena ler com carinho.
Rute foi um exemplo para o povo de Israel.
Enquanto cada um fazia o que queria, Rute, mesmo sendo uma moabita, se preocupou mais com a honra da família do que com ela própria.
Seria mais fácil voltar para a casa dos pais, onde certamente haveria alimento e moradia.
Mas ela preferiu não abandonar a sogra, transformando aquela história de derrota em verdadeira vitória.

Está aqui uma prova de que a pessoa que passa a temer a Deus tem a inspiração do Espírito Santo na vida.
Religiosidade não é o caminho para a vida plena com o Senhor, mas a sinceridade e transparência sim.

Assista aos vídeos que vão ajudar na reflexão final desse livro tão maravilhoso:

3 minutos (Reflexão de Rute 1.16)

O Livro de Rute – Série Mulheres Notáveis

Resumo do Livro de Rute (Desenho)

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