A BENÇÃO DO MORDOMO
Texto chave:
Gn 24: 1,4 - Abraão
já estava bem velho, e o SENHOR Deus o havia abençoado em tudo. Um dia ele
chamou o seu empregado mais antigo, que tomava conta de tudo o que ele tinha, e
disse: – Ponha a mão por baixo da minha coxa e faça um juramento. Jure
pelo SENHOR, o Deus do céu e da terra, que você não deixará que o meu filho
Isaque case com nenhuma mulher deste país de Canaã, onde estou morando. Vá
até a minha terra e escolha no meio dos meus parentes uma esposa para Isaque.
Gn 24:10 - Em seguida o empregado pegou dez camelos de Abraão e uma
porção de presentes e foi até a cidade onde Naor havia morado, na Mesopotâmia.
Gn 24: 24,27 - Ela respondeu: – Eu sou filha de Betuel, filho de
Milca e de Naor. Na nossa casa há lugar para dormir e também bastante
palha e capim para os camelos. Então o homem se ajoelhou e adorou a Deus,
o SENHOR. Ele disse: – Bendito seja o SENHOR, o Deus de Abraão, o meu
patrão! Pois foi fiel e bondoso com ele, guiando-me diretamente até a casa dos
seus parentes.
A perfeição da palavra de Deus sempre nos traz vários níveis
de revelação em cada pequeno trecho que está escrito. Por certo já passamos por
muitas vezes por este trecho e comigo não é diferente, porém, nesta manhã o
Senhor me brindou com uma nova luz sobre esta escritura; o galardão do servo fiel.
Este trecho conta a história da busca de Abraão por uma esposa
digna para seu filho Isaac, mas também é um símbolo para nós que somos os
mordomos da casa de Deus.
Abraão aponta para o nosso Senhor, a quem todas coisas
pertencem e o servo que sequer tem o seu nome citado, aponta para nós, o corpo
de Cristo a quem todas as coisas nos foram confiadas.
Vemos que o servo tinha total acesso a todas as riquezas de
seu senhor, lançando mão delas sempre que se tornava necessário. Vemos também,
por suas atitudes, que tal servo conquistou este direito por usar a riqueza de
seu senhor unicamente em função da casa deste e de seus interesses.
Não vemos uma única linha citando a utilização indevida das
riquezas ou em benefício próprio, embora seja fácil inferir que como este servo
representava Abraão, comia do melhor de sua terra, vestia as melhores roupas e
de nada tinha falta. O servo apenas não usurpava ao seu Senhor.
E o desejo de nosso Senhor é que também nós comamos, bebamos
e nos vistamos com as melhores coisas deste lugar. Agrada ao Pai que nos
revistamos de Sua bondade e sejamos supridos em todas as nossas necessidades.
Mt 6:33 - Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a
sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Assim que o servo recebe a sua missão de encontrar a esposa para Isaac, sua atitude é de buscar a Deus e se colocar na dependência dEle. A primeira coisa que ele fez ao chegar na terra da parentela de Abraão foi orar e propor uma forma para que Deus respondesse a sua oração. Ele não confiou em sua própria capacidade de julgamento (Embora tivesse muito, uma vez que liderava toda a casa de seu Senhor); não confiou no julgamento de seus próprios olhos (embora saibamos da enorme Beleza de Raquel) e nem se dirigiu diretamente para a casa dos filhos de Naor onde com certeza encontraria as parentes de seu Senhor. O lindo neste servo é que ele deixou de lado toda a sua capacidade natural para depender única e exclusivamente do Senhor Deus de Abraão.
Gn 24: 14,19 - Vou dizer a uma delas: “Por favor, abaixe o seu pote
para que eu beba um pouco de água.” Se ela disser assim: “Beba, e eu vou dar
água também para os seus camelos”, que seja essa a moça que escolheste para o
teu servo Isaque. Se isso acontecer, ficarei sabendo que foste bondoso para o
meu patrão. Ele nem havia acabado a oração, quando Rebeca veio, carregando
o seu pote no ombro. Ela era filha de Betuel, que era filho de Milca e de Naor,
o irmão de Abraão. Rebeca era uma linda moça, ainda virgem; nenhum homem
havia tocado nela. Ela desceu até o poço, encheu o seu pote e subiu. Então
o empregado de Abraão foi correndo se encontrar com ela e disse: – Por favor,
deixe que eu beba um pouco da água do seu pote.
– O senhor pode beber – respondeu ela. E rapidamente abaixou o
pote e o segurou enquanto ele bebia. Depois de lhe dar de beber, a moça
disse:
– Vou tirar água também para os
seus camelos e lhes darei de beber o quanto quiserem.
Antes até de prestarmos atenção à clareza da resposta de
Deus ao servo, devemos notar que virgindade biblicamente significa jamais ter
sido sequer tocada por algum homem, mas hoje vamos focar apenas no servo de
Abraão.
Toda esta obediência colocou o servo em uma posição de
absoluta prosperidade, ele viajou com quantos e quais camelos escolheu,
carregados com imensa riqueza de seu senhor este em momento algum tomou nota da
quantidade de recursos tomada, mas vejamos os presentes que o servo ofereceu a
Raquel e a sua família:
Gn 24:22 - Quando os
camelos acabaram de beber, o homem pegou uma argola de ouro, que pesava seis
gramas, e colocou no nariz dela. E também lhe deu duas pulseiras de ouro, que
pesavam mais de cem gramas.
Somente neste presente inicial vemos que as
pulseiras, na cotação atual do ouro, valeria mais de R$ 13.600,00; e a argola
do nariz valia mais R$ 815,00. No entanto, isso era só o começo, antes de
trazer Raquel para Isaac ele ainda fez mais.
Gn 24:52,53 - Quando o empregado de Abraão ouviu essas palavras,
ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e adorou a Deus, o SENHOR. E tirou o
servo jóias de prata e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu
coisas preciosas a seu irmão e à sua mãe.
Esta é a benção do mordomo, aquele que for fiel ao seu
Senhor e a sua casa, administrará riquezas sem medida e no tempo certo sempre
terá o necessário para cumprir a sua missão na terra e para abençoar a sua
própria casa.
Joris de Almeida
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